Mathilde Seigner, cunhada do cineasta franco-polonês Roman Polanski, detido na Suíça há dois meses, afirma que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, foi “muito eficaz” para que a justiça suíça aceitasse a sua libertação.

“Não diria que graças ao presidente (Sarkozy) Roman foi libertado, mas ele apoiou muito e foi muito eficaz”, declara a irmã da mulher do diretor em entrevista ao jornal Le Parisien.

A notícia da sua iminente libertação chegou por meio de um telefonema de sua irmã Emmanuelle, a esposa de Polanski, que estava emocionada e, sobretudo, muito aliviada, porque “pensava que (ele) não ia a poder sair tão cedo da prisão”.

As consequências psicológicas para ela e os dois filhos do casal estão sendo “enormes”, assegura.

“Não sei se isso acabou no campo judicial, mas, de qualquer maneira, ele estará em prisão domiciliar em seu chalé”, prosseguiu a cunhada de Polanski, que foi detido por violar uma menor nos Estados Unidos, em 1977.

Mathilde Seigner diz que esta é uma situação difícil de entender. Ela se pergunta por que as autoridades suíças o detiveram tanto tempo depois, quando a vítima já tinha expressado seu desejo de retirar a denúncia.

“Acho que é mais complicado do que nós imaginamos. É uma história completamente confusa e louca”, acrescenta.

O primeiro capítulo foi encerrado ontem com a decisão do Tribunal Penal Federal da Suíça de ordenar a libertação mediante o pagamento de fiança de 3 milhões de euros.

Polanski, de 76 anos, foi detido na chegada ao aeroporto de Zurique em 26 de setembro, e desde então está preso em Wintertur.

Sua detenção atendeu a uma ordem emitida pelos Estados Unidos, de onde Polanski tinha fugido em 1978, após ter se declarado culpado de ter mantido relações sexuais com uma adolescente de 13 anos, um ano antes.

Se devolvido aos Estados Unidos e condenado, o diretor poderá pegar uma pena máxima de até dois anos.

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