Em todo o mundo o que contribuiu para o agravamento e proliferação da crise foi a saúde dos bancos. Com os consumidores com dificuldades para honrar com seus compromissos no financiamento de casas nos Estados Unidos, as instituições acumularam perdas e, em alguns casos, chegaram até mesmo à falência.

No Brasil, mesmo no período de maior dificuldade, o setor financeiro se manteve estável. Agora, ao término do terceiro trimestre do ano, um levantamento comprova que as instituições do setor foram as mais rentáveis entre as empresas de capital aberto. O estudo foi elaborado pela Economática com base nos balanços do período.

Entre os meses de julho e setembro deste ano, as 23 instituições financeiras com ações na Bovespa tiveram um lucro líquido acumulado de R$ 7,578 bilhões. Esse valor corresponde a 20,3% do total  de R$ 37,368 bilhões das 314 companhias de capital aberto avaliadas pela consultoria.

O diretor presidente da consultoria, Fernando Exel, tem duas explicações para essa representatividade do setor bancário. A primeira delas é o fato do segmento ser realmente forte. A segunda é porque todas as grandes empresas do setor têm ações na Bolsa, o que não acontece em outros segmentos.

O maior lucro do período foi do Itaú Unibanco, com R$ 2,268 bilhões, seguido do Banco do Brasil, com R$ 1,798 bilhão, e do Bradesco, com R$ 1,811 bilhão.

Levando em consideração os setores, as empresas de petróleo e gás ficaram na vice-liderança, com lucro liquido de R$ 7,475 bilhões, ou 20% do total. No entanto, só a Petrobras respondeu por R$ 7,302 bilhões deste total, ou 97,7%. Comparando a estatal com os bancos, o lucro dela equivale a 96,4% de todo o segmento financeiro.

Em termos de rentabilidade individual, a Vale ocupa a segunda colocação, com lucro de R$ 3,003 bilhões no terceiro trimestre. Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Bradesco ocupam as posições seguintes.

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