Levantamento divulgado na quarta-feira (16) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostrou que a taxa de mortes em acidentes aéreos no Brasil é quatro vezes maior do que a média mundial. A avaliação consta do Relatório Anual de Segurança Operacional da Anac.

Enquanto o índice de tragédias na aviação regular do País foi de 1,76 em 2008, a média internacional ficou em 0,4 para cada um milhão de voos. O Brasil fica a frente de poucos países do leste europeu não vinculados à Agência Europeia para a Segurança da Aviação, com índice de 2,56. Já a Ásia Central e Oeste ficam com 2, 29 e África com 4, 96 por um milhão de voos.

Mas apesar das estatísticas, o gerente de análises da Anac, Ricardo Senra, disse que a tendência é de melhora nos próximos anos. Como as médias de cada país são calculadas com base nos registros dos últimos cinco anos, só a partir de 2011 é que os dados devem refletir melhora.

Segundo o superintendente da Infraero, Edgard Brandão Júnior, na época em que o Airbus A320 da TAM explodiu em Congonhas, faltava estrutura para novas licitações, o que agravou o problema de segurança no setor.

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