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É hoje! Por volta da meia-noite desta terça, no horário de Brasília, os americanos vão começar a ver o episódio especial, com duas horas de duração, que dá início à sexta e última temporada de Lost.

Aqui no Brasil a exibição do primeiro episódio, pelo canal pago AXN, acontece daqui a uma semana, no dia 9. A emissora adiantou a estreia para que os fãs sofram menos com a ansiedade – e para tentar evitar que muita gente apele para streamings e downloads, claro.

E para, mais uma vez, tentar entender porque tanta gente está tão desesperada para ver o que os capítulos finais reservam, lembramos os Top 10 motivos que fizeram Lost mudar a nossa maneira de assistir televisão:

Universo lostie – Lost não é um programa de
TV, mas um universo multimídia. Para realmente entender o que significa
aquela ilha, quem são os Outros ou quando nasceu a Iniciativa Dharma, é
preciso ir além daquilo que vai ao ar na televisão – fuçar em livros,
blogs e games!

Marketing viral – Seguindo essa linha de que
Lost não é um programa de TV, mas um universo à parte: um personagem
sem falas, morreu no primeiro episódio. Não havia nenhuma menção a ele,
parecia um mero figurante. Parecia. Mais pela frente, descobriu-se que
ele era escritor, e seu livro (“Bad Twin”) estava sendo lido por um dos
personagens principais. Adivinhem: o livro fictício esteve à venda de
verdade! Mais um elemento extra para quem deseja ter informações
complementares sobre o programa.

 

ARGs – Lost foi pioneiro ao criar jogos de
realidade alternativa para falar das novas temporadas e adiantar aquilo
que iria ao ar no novo ano. Os jogos são muito importantes, pois contam
histórias que não são abordadas na televisão. Um exemplo: quer saber o
que é aquele tal navio Black Rock? Em um ARG aparecem pistas que levam
a explicação; na TV, não.
 
Espectador ativo
Deixe para atrás aquele hábito de ver televisão estirado no sofá. O
final de um capítulo de Lost deixa tantas perguntas no ar que obriga o
público a ir para o computador e ler o que outros fãs estão comentando
sobre o episódio em fóruns, blogs, Twitter e comunidades do Orkut e
Facebook. Dificilmente você não irá escrever algo também.

 

Veja na internet – Lost praticamente obriga o
telespectador a consumi-lo em outras mídias. Os vídeos de orientação
Estação Dharma sempre são vazados de propósito na internet, por
exemplo. A série também já teve episódios exclusivos para celulares.
 
Interação com você! – A equipe por trás de Lost adora ouvir as teorias dos fãs. O fórum The Fuselage
é um espaço para o público e os roteiristas conversarem. Os
produtores-executivos Damon Lindelof e Carlton Cuse também têm um
podcast muito popular, onde comentam cada episódio que passou.
 
Elementos surpresas – Os roteiristas de Lost, aliás, espalham pelas cenas alguns easter eggs ,
elementos surpresas que não são vistos ao primeiro olhar. Eles sabem
que os fãs pausam as imagens e dão zoom em tudo que é canto da tela à
procura de pistas. Sempre encontram algo precioso, claro.

Viva o download – Lost é o grande responsável
pelo fenômeno atual que é baixar seriados pelo mundo. Sua narrativa e
construção obrigam o espectador a ficar envolvido com a história, ou
seja, fica impossível esperar meses para ver no Brasil (na TV a cabo)
algo que passou nos EUA. Por aqui, um episódio pode ser baixado pela
internet minutos depois de ele ter sido exibido nos Estados Unidos.

 

TV globalizada – Justamente pelo motivo acima, Lost popularizou o live streaming:
o mundo inteiro agora vê seriados ao mesmo tempo em que eles são
exibidos no território americano. Basta um morador de lá retransmitir o
sinal da TV pela internet. A imagem não é tão boa, mas ninguém se
importa: o que vale é a experiência.

 

Legendas made by fãs – Os fãs xiitas de seriados
odeiam as traduções oficiais, pois elas são feitas por profissionais
que costumam não estar habituados com o conteúdo exibido. Um novo
episódio de Lost traz muitas referências de temporadas anteriores e os
fãs gostam que os termos sejam padronizados. Grupos de legenders de
Lost, como Psicopatas, são endeusados.

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