Acontece hoje (19) em São Paulo, a partir das 15 horas, a segunda edição do Dharma Day, evento anual que reúne fãs da série Lost para debaterem sobre o universo misterioso criado por J. J. Abrams.


 


O bacana do encontro é que ele traz para o “mundo real” o burburinho que existe na web em torno do seriado. Lost é a série mais comentada da internet – principalmente pela convergência de mídias que ela propõe desde o seu início. Lost é exibida na TV, claro, mas é na rede que o seu universo existe de verdade.


 


Como assim? Confira o nosso TOP 10 motivos que fizeram Lost mudar a nossa maneira de assistir televisão:



Universo lostie – Lost não é um programa de TV, mas um universo multimídia. Para realmente entender o que significa aquela ilha, quem são os Outros ou quando nasceu a Iniciativa Dharma, é preciso ir além daquilo que vai ao ar na televisão – fuçar em livros, blogs e games!



Marketing viral – Seguindo essa linha de que Lost não é um programa de TV, mas um universo à parte: um personagem sem falas, morreu no primeiro episódio. Não havia nenhuma menção a ele, parecia um mero figurante. Parecia. Mais pela frente, descobriu-se que ele era escritor, e seu livro (“Bad Twin”) estava sendo lido por um dos personagens principais. Adivinhem: o livro fictício esteve à venda de verdade! Mais um elemento extra para quem deseja ter informações complementares sobre o programa.


 


ARGs – Lost foi pioneiro ao criar jogos de realidade alternativa para falar das novas temporadas e adiantar aquilo que iria ao ar no novo ano. Os jogos são muito importantes, pois contam histórias que não são abordadas na televisão. Um exemplo: quer saber o que é aquele tal navio Black Rock? Em um ARG aparecem pistas que levam a explicação; na TV, não.
 
Espectador ativo – Deixe para atrás aquele hábito de ver televisão estirado no sofá. O final de um capítulo de Lost deixa tantas perguntas no ar que obriga o público a ir para o computador e ler o que outros fãs estão comentando sobre o episódio em fóruns, blogs, Twitter e comunidades do Orkut e Facebook. Dificilmente você não irá escrever algo também.


 


Veja na internet – Lost praticamente obriga o telespectador a consumi-lo em outras mídias. Os vídeos de orientação Estação Dharma sempre são vazados de propósito na internet, por exemplo. A série também já teve episódios exclusivos para celulares.
 
Interação com você! – A equipe por trás de Lost adora ouvir as teorias dos fãs. O fórum The Fuselage é um espaço para o público e os roteiristas conversarem. Os produtores-executivos Damon Lindelof e Carlton Cuse também têm um podcast muito popular, onde comentam cada episódio que passou.
 
Elementos surpresas – Os roteiristas de Lost, aliás, espalham pelas cenas alguns easter eggs , elementos surpresas que não são vistos ao primeiro olhar. Eles sabem que os fãs pausam as imagens e dão zoom em tudo que é canto da tela à procura de pistas. Sempre encontram algo precioso, claro.



Viva o download – Lost é o grande responsável pelo fenômeno atual que é baixar seriados pelo mundo. Sua narrativa e construção obrigam o espectador a ficar envolvido com a história, ou seja, fica impossível esperar meses para ver no Brasil (na TV a cabo) algo que passou nos EUA. Por aqui, um episódio pode ser baixado pela internet minutos depois de ele ter sido exibido nos Estados Unidos.


 


TV globalizada – Justamente pelo motivo acima, Lost popularizou o live streaming: o mundo inteiro agora vê seriados ao mesmo tempo em que eles são exibidos no território americano. Basta um morador de lá retransmitir o sinal da TV pela internet. A imagem não é tão boa, mas ninguém se importa: o que vale é a experiência.


 


Legendas made by fãs – Os fãs xiitas de seriados odeiam as traduções oficiais, pois elas são feitas por profissionais que costumam não estar habituados com o conteúdo exibido. Um novo episódio de Lost traz muitas referências de temporadas anteriores e os fãs gostam que os termos sejam padronizados. Grupos de legenders de Lost, como Psicopatas, são endeusados.

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