As vendas do varejo seguem aquecidas, mas os comerciantes estão preocupados. Isso porque eles acreditam que boa parte desta demanda atual se deve ao fato do governo ter reduzido Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para produtos como geladeiras, máquinas de lavar e dos fogões. O prazo deste incentivo vai até o dia 1º de novembro. Com isso, muitos lojistas estão estocando produtos temendo a queda da demanda.

A grande preocupação é que com o aumento dos preços, já que não haverá mais a redução fiscal, as vendas caiam significativamente no final do ano. Os últimos meses costumam ser os melhores para o varejo e por isso surge a preocupação no setor.

Em entrevista dada a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, Gladimir Somacal, diretor comercial das Lojas Colombo, confirmou essa tendência. Segundo ele, é difícil fazer uma previsão do que vai acontecer com a proximidade do Natal e a redução do IPI. “Estamos fazendo estoque da linha branca. Ampliamos nossos pedidos às fábricas em 25% a 30%. Se não houvesse o fim dessa redução fiscal, as encomendas seriam 10% maiores”.

Somacal explicou que a intenção da Colombo é vender os produtos estocados em novembro e dezembro sem cobrar o IPI dos consumidores, já que foram adquiridos pela rede antes do final o incentivo.

A estratégia também nas Lojas Cem. José Domingos Alves, supervisor geral da empresa, também revela a intenção de comprar mais eletrodomésticos antes do final do prazo do IPI. No entanto, ele não revelou o tamanho do aumento destas compras. Já na rede nordestina Insinuante, o pensamento é que formar estoque com juros elevados é um risco.”Não é uma boa estratégia especular com estoques. Vamos ampliar nossas compras no final do ano em 15% caso a redução seja mantida no último bimestre”.

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