Constantemente são divulgados na imprensa números sobre a produção industrial ou as vendas no varejo. Mas qual será a importância destes dados no dia a dia da população? Apesar de serem informações referentes aos meses passados, elas ajudam o governo a tomar decisões sobre a política econômica e fiscal. Por exemplo, com a grande queda na venda de veículos no final de 2008, as autoridades optaram pela redução de impostos, o que estimulou novamente o setor.

Essas pesquisas também ajudam o governo a saber se as medidas tomadas surtiram efeitos reais na economia. Nesta terça-feira (16), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que as vendas no varejo no Brasil tiveram um aumento de 6,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado, mas foi registrada uma queda de 0,2% diante do resultado de março.

De modo geral, esses números podem ser entendidos como positivos, já que a base de comparação com abril de 2008 é boa, uma vez que o país vivia um momento de amplo crescimento econômico. Além disso, as vendas acumulam no ano alta de 4,5% e de 7,1% nos últimos 12 meses.

Segundo o levantamento do IBGE, a queda entre março e abril deste ano foi influenciada pela queda no consumo de produtos de uso pessoal, vestuário, livros e artigos farmacêuticos, entre outros. Se levarmos em conta material de construção e automóveis, o recuo no período chega a 4% e de 0,8% diante do mesmo mês do ano passado.

Entre os setores que tiveram crescimento, o destaque ficou para os hipermercados, com expansão de 0,8%, e equipamentos de escritório com alta de 8,9% na comparação mês a mês. Já o grande destaque negativo ficou nas vendas de automóveis (que recuaram 5,6% em abril ante março e 11,3% ante abril do ano passado) e material de construção (respectivamente, queda de 3,5% e recuo de 15,8%).

Vendas no varejo caem em abril. Qual é a importância desses números?

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