Especialistas reconhecem que a mortalidade por alcoolismo no trânsito está sem controle, defendendo o endurecimento da Lei Seca. A preocupação cresceu com a divulgação de pesquisa da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego, constatando que o número de mortes por acidentes no trânsito já supera o total de homicídios em São Paulo.

É importante ainda a constatação de que a mistura entre álcool e volante responde por 50% dos acidentes com vítimas fatais. Diariamente, 75 pessoas morrem, em todo o país, em acidentes provocados por motoristas bêbados, número capaz de lotar um ônibus.

Luiz Célio Bottura, especialista em questões de transporte, defendeu a educação para o trânsito como fator básico para redução dos acidentes, acrescentando que o número de mortes provocadas por veículos cresce porque a fiscalização diminui. Para o psiquiatra Arthur Guerra, presidente do Centro de Informação sobre Saúde e Álcool, é necessário mais policiamento para a detenção de motoristas alcoolizados, já que a Lei Seca depende da fiscalização.

O psiquiatra Ronaldo Laranjeira, responsável pela Unidade de Álcool e Drogas da Unifesp, calculou que estão relacionadas com o consumo de bebidas 15 mil mortes anuais no trânsito. Ele explicou que, diante de tantas vítimas, a polícia deveria agir com mais rigor, pois a mudança de comportamento dos motorista virá apenas com a percepção de que todos podemo ser pegos, além da certeza de que as punições serão mais severas.

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