É do grupo baiano Parangolé o primeiro grande hit musical deste ano: Rebolation, um axé com pitadas de, ahn, “dance music” (entre aspas mesmo!) que bombou em todo País no Carnaval, virou moda e até virou mania generalizada nos campos de futebol, rendendo momentos hilários nos gramados nacionais.

Você pode até não acreditar, mas Rebolation (clique aqui para ouvir!) é a primeira composição da vida do cantor da banda, Léo Santanna, também criador da famosa coreografia que a acompanha.

“Foi uma criatividade minha com o Nenéu, que é o fundador do Parangolé, mas a inspiração veio do YouTube. E nós tentamos agradar: a primeira parte da música veio do eletrônico”, afirma Léo, referindo-se ao fato de que a dança surgiu nas raves (veja aqui a explicação completa). “Só depois que ele volta pro nosso pagode, que os paulistas chamam de axé.”

“Quando eu vi a dança ‘rebolation’ no YouTube, que é uma coisa que já existia por aí, vi que os vídeos tinham milhões de acessos. Daí, pensei: ‘Que coisa de louco! Vou fazer uma música com isso pra ver se não tenho o mesmo número de acessos’. Foi o que aconteceu”, comentou o cantor, feliz da vida.

A mania do Rebolation está tão forte que na própria rádio Jovem Pan FM, onde a entrevista foi gravada, dava pra ver o pessoal dançando enquanto Léo e suas dançarinas davam uma aula de como dançar o hit do verão 2010, que você pode ver clicando no vídeo abaixo.

“Hoje eu posso dizer que Rebolation já é conhecida mundialmente. A gente acabou de voltar de uns shows na Europa e já vimos que lá a música é ‘pipocada'”, diverte-se o cantor ao comentar sobre a breve excursão que, acredite, o Parangolé fez no Velho Continente.

Léo está tão confiante no poder de seu grande sucesso que garante: mostraria seu rebolation em uma rave para os fãs do psytrance do Brasil, que é um público BEM diferente do que frequenta seus shows.

 

Léo Santanna

Léo Santanna: no rebolation-tion, rebolation-tion…

“Tocar numa rave? Iria sim! Topo tudo!”, ri, imitando o célebre Zina, personagem do Pânico na TV. “O Parangolé tem essa coisa de ser eclético. A gente está sempre misturando outros gêneros de música no nosso pagode:pop, rock, distorção… Mas eu queria tocar numa rave: ‘Rebolation, putz-putz-putz’. Ia ser legal!”

Com tudo isso, tem como alguém ainda falar que o Rebolation não é bom, bom?

Dançarinas do Parangolé

As dançarinas do Parangolé em ação no rebolation

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