Em junho, a Sabesp anunciou que, segundo os seus cálculos, no dia 27 de outubro a água poderia acabar no estado de São Paulo. A notícia dizia que, neste dia, o volume morto da Cantareira poderia se esgotar completamente, e este seria o fim. Desde então os paulistas vivem com medo de não ter como lavar a mão.

Por isso, damos algumas dicas de como se virar sem o líquido mais essencial para a sobrevivência da espécie.

1. Beber água – Esqueça. Não teremos o item mais básico para a sobrevivência dos seres humano.

O negócio é encher a geladeira de cerveja, refri ou suco, já que água não vai existir mais. Cachaça também é recomendável para conseguir encarar uma vida sem água.

2. Tomar banho – Os banhos vão ficar mais complicados. O jeito é pegar o sabonete e dar uma esfregada sem água mesmo, o famoso banho de gato (lamber o próprio corpo é opcional).

Para deixar as partes íntimas limpinhas, talvez um cotonete seja uma boa opção.

Uma outra ideia é comprar uma piscininha de plástico e colocar do lado de fora de casa. Nas épocas de chuva, você vai ter uma piscina cheia e vai poder tomar um delicioso banho. Caso você seja casado/a, tenha namorado/a ou até mesmo um rolo, é recomendável chamar o/a bonitinho/a para a festa.

Se tiver vizinhos gatos e uma boa laje, você pode até sensualizar.

3. Lavar o carro – Difícil. Você pode tentar alguns produtos de limpeza e dar um “banho a seco” no carro. Mas uma opção boa mesmo é esquecer a caranga e usar mais o transporte público.

Você também pode comprar uma bicicleta. As magrelas são mais fáceis de limpar, só passar um paninho e pronto. Se chover, melhor ainda.

4. Lavar a louça – Esqueça a louça. A partir de agora você só vai usar pratos, copos e talheres de lástico. O bom é que a vida vai ficar parecendo uma eterna festinha infantil.

No caso das panelas, tente fazer menos sujeira possível.

5. Lavar as mãos – Aqui não há muito segredo. Sabonete e paninho.

6. Fazer necessidades – Esse é um item bem complicado, uma vez que vamos ter que adaptar as nossas casas com valas ou com “matinhos”, espaços apropriados para fazer as necessidades.

É bom lembrar que você vai ter que gastar pelo menos o dobro de papel higiênico.

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