Um americano foi gravemente ferido pela explosão de um banheiro e ficou tão traumatizado pelo estrago que ele usa uma corda para dar descarga a uma distância segura.

Michel Pierre, de 58 anos, foi um dos quatro moradores feridos no dia 2 de outubro na explosão de dois vasos sanitários, no edifício Caton, em Flatbush, no Brooklyn. O americano teve que levar 30 pontos para fechar os ferimentos causados pelos estilhaços de porcelana.

“Parece bobagem, mas eu ainda estou com medo. Eu ainda sinto dor”, disse ao “Dailynews”. Segundo o mesmo jornal, o americano teria dito que sua paz de espírito teria sumido desde a explosão.

A água do prédio havia sido desligada no edifício de 19 andares, enquanto os encanadores estavam instalando uma válvula de prevenção de refluxo. Lá pelas 23h, Pierre foi verificar se a válvula de descarga estava pressurizada e funcionando corretamente, quando a explosão ocorreu.

“Eu lembro de ouvir um ‘Bang!’ e tudo explodir na minha cara. Eu fiquei momentaneamente cego e apaguei, quando acordei, havia estilhaços por todo lugar”, disse. Pierre ficou inconsciente e quando voltou à consciência estava todo coberto de sangue.

Os cortes de Pierre foram tratados  no Hospital Metodista de Nova Iorque e os outros dois feridos foram levados para um centro médico próximo. “Banheiros, supostamente, servem para se lavar, não para explodir”, ponderou o advogado de Pierre, Sanford Rubenstein, que está preparando uma ação contra a administradora do prédio. “Essa vítima tem direito a indenização pelos ferimentos graves que sofreu”.

Segundo o “Dailymail”, especialistas dizem que um acúmulo de pressão de ar nas tubulações é o provável culpado. Theresa Racht, advogado do conselho de administração do prédio, disse que o engenheiro do prédio e a companhia de seguro ainda estão analisado o acidente.

“Provavelmente, quando a água foi religada, a pressão causou uma explosão de ar que veio pelo tubo”, disse Theresa. “Algo totalmente inesperado. Estamos olhando para saber se isso era de alguma forma evitável”, completou.

Pierre, um especialista em tecnologia da informação, disse não saber quando poderá ir tranquilo ao banheiro novamente. “Eu não consigo parar de pensar nisso toda vez que eu vejo a privada”.

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