O velório do músico de New Orleans, Lionel Batiste foi, digamos, um tanto inusitado. Diferente do que todos esperam, não havia um morto no caixão, pessoas chorando, velas etc. O baterista, que não ficava sem seu apito, bengala e relógio nas mãos, foi velado em pé e chegou a ser confundido com um manequim!

 

Com o morto nesta inesperada posição, o que era para ser um evento triste, acabou se tornando uma celebração à vida, principalmente, com a presença das centenas de fãs que foram até lá para prestar uma última homenagem à Batiste. 

O velório aconteceu no Teatro Mahalia Jackson – onde o público dançou e cantou (!) junto com uma verdadeira procissão de músicos, amigos do falecido – e durou vários dias da semana passada, tendo início na quinta-feira (19). “Nós nos reunimos para um funeral, mas riscamos a palavra ‘funeral’ e vamos chamá-lo de ‘celebração’”, disse a cunhada do falecido, Ruth LaFrance

O agente funerário, Louis Charbonnet, que trabalha na área há 50 anos, disse nunca ter visto um morto ser velado em pé. A situação foi tão inusitada, que até proprietários de empresas concorrentes foram até o velório ver como o serviço foi feito. 

Depois do velório, o corpo de Batiste, agora dentro de uma urna, seguiu para sua “última turnê” em uma carruagem puxada por cavalos, recebendo acenos de lenços brancos e guarda-chuvas das pessoas nas ruas.

Lionel Batiste, também conhecido como “Uncle” (Tio) Lionel, era vocalista, baterista, baixista da banda de jazz Treme Brass Band e morreu dia 8 de julho, aos 81 anos, em decorrência de câncer.

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