comprometidas são muito maiores (do que as de um roubo tradicional)”, explicou à Agência Efe o vice-presidente de controle de risco da Associação de Banqueiros Americanos (ABA, em inglês), Doug Johnson.

Os “cibercrimes” e os roubos online deixam já muito distante a época dourada dos grandes assaltantes americanos como John Dillinger, que foi inspiração para filmes como “Inimigos Públicos” (2009), passado nos anos 1930, para dar lugar a outros como “Firewall – Segurança em Risco” (2006), em que Harrison Ford, analista de informática, se vê forçado a participar de um grande roubo cibernético.

Tanto é que, segundo os dados apresentados pelo FBI, o número de assaltos bancários se reduziu quase à metade na última década, registrando 5,1 roubos para cada 100 bancos americanos em 2011.

No entanto, desde 2001 as denúncias de crimes na internet se multiplicaram por cinco, chegando a 314 mil em 2011 e a ABA estimou uma fraude no valor de US$ 1,8 bilhão em cheques e cartões de débito em 2010.

O FBI diz que em 2012 os assaltantes de bancos roubaram US$ 29,5 milhões, enquanto em 1997 saquearam US$ 107 milhões.

Os números mostram um ameaça inegável que para as autoridades federais não passa despercebida, por isso no final do ano passado o FBI iniciou a Iniciativa Cibernética Próxima Geração (Next-Generation Secure Computing), cujo objetivo é melhorar sua capacidade de reduzir esses crimes.

 

Richard McFeely, subdiretor executivo da divisão de crime eletrônico explica na página da instituição que uma de suas maiores prioridades é “determinar quem está do outro lado da tela para perpetrar estes atos”.

“Obviamente estamos preocupados com que os terroristas utilizem internet para fazer esse tipo de ataque (…) Como a principal agência de inteligência nacional dentro dos EUA, nosso trabalho é nos assegurar que as empresas e os segredos da nação não caiam em mãos inimigas”, insistiu.

“É importante que todo o mundo entenda que se você tem um equipamento aberto ao exterior, que se conecta à internet, o equipamento em algum momento vai ficar exposto a um ataque”, disse o agente do FBI.

Nas palavras do vice-presidente da ABA, “sempre se pode fazer mais”, mas Johnson confirma que há uma estreita colaboração entre as agências do governo e as instituições financeiras para poder lutar contra esses ataques da maneira mais efetiva.

E vão ficando para trás os românticos tempos de Bonnie e Clyde, e os assaltos, que antes eram assunto de máxima prioridade para os policiais federais, ficaram a cargo das polícias locais. 


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Assaltos à mão armada saem de moda nos bancos dos Estados Unidos