A ex-atriz pornô Ginger Lee, que garante ter conversado na internet com o congressista por Nova York, Anthony Weiner, afirmou nesta quarta-feira que o político democrata lhe pediu há poucos dias que mentisse sobre sua relação.

“Quando explodiu o escândalo e as pessoas começaram a me mandar e-mails eu não soube o que fazer. Então escrevi para Anthony Weiner e ele me pediu para mentir sobre nossas conversas”, afirmou Ginger Lee em comunicado da imprensa.

A atriz disse que o congressista deveria renunciar porque mentiu ao povo e à imprensa “por mais de uma semana”. Lee é uma das seis mulheres com as quais Weiner reconheceu ter tido contatos “inapropriados”, mas nesta quarta-feira negou que tivesse trocado fotos.

“Cada vez que tentava levar a conversa para um terreno sexual eu não lhe correspondia”, garantiu a ex-atriz. A representante da atriz afirmou que o congressista e sua cliente chegaram a trocar uma centena de e-mails desde março passado e que os contatos foram suspensos há duas semanas.

Weiner, que ainda segue sem renunciar, solicitou uma permissão de duas semanas para se ausentar temporariamente do Congresso e se submeter a um tratamento profissional.

O presidente dos EUA, Barack Obama, o titular da Câmara de Representantes, o republicano John Boehner, passando por boa parte de seus companheiros de partido, pediram que Weiner renunciasse nos últimos dias.

A polêmica estourou no final de maio quando apareceu em sua conta do Twitter uma foto de um homem com roupa íntima, enviada por uma estudante universitária de 21 anos, no estado de Washington.

Weiner primeiro negou que tinha sido ele, depois disse que tinha sido hackeado e mais tarde reconheceu que tinha enviado e completou declarando que tinha mantido conversas “inapropriadas” com seis mulheres.

Dias depois, foram divulgadas novas fotos que, aparentemente, foram tiradas no ginásio da Câmara de Representantes dos EUA, mostrando Weiner sem camisa, com uma toalha na cintura e a mão direita em suas partes íntimas.

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