Eram mais ou menos 16h do sábado (28) quando milhares de pessoas portando milhares de flores saíram debaixo do vão livre do MASP e foram para a avenida Paulista. A Marcha da Liberdade tomava a rua. 

Organizado como protesto contra a violência policial ocorrida na Marcha da Maconha uma semana antes, o novo ato propôs uma abordagem bem mais ampla, reunindo diversas causas sob o generoso guarda-chuva da liberdade de expressão. A mobilização começou na terça (24) e ganhou força ao longa da semana nas redes sociais.

Proibida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo na sexta-feira à noite (27), a passeata acabou liberada pela PM. A única condição é que não acontecessem manifestações que fizessem “apologia ao crime” (como, por exemplo, a defesa da desciminalização da maconha)

As dezenas de cartazes do ato comprovavam a variedade de temas: pela união civil gay, contra a censura, pelas bicicletas, pela educação, contra a violência policial, pelos direitos das mulheres, contra o aumento do ônibus etc

O clima era festivo e alegre. Flores foram distribuídas por toda parte, inclusive para os policiais. Músicos com diversos instrumentos forneciam uma trilha sonora constante. Nenhum incidente foi registrado, com exceção de duas pessoas presas (supostamente dois skinheads, mas há relatos divergentes) por atacarem um carro da TV Globo.

A Marcha da Liberdade desceu a rua da Consolação e terminou com uma concentração na praça da República.

A PM calculou em torno de 4 mil o público da marcha, mas muitos dos presentes falavam em 8 ou até 10 mil pessoas. 

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