Bento XVI, 265º sucessor do apóstolo são Pedro à frente da Igreja Católica, deixou de ser papa oficialmente nesta quinta-feira (28), após um pontificado que começou em 19 de abril de 2005, quando foi eleito no primeiro conclave deste terceiro milênio para suceder João Paulo II.

Exatamente às 20h locais de hoje (16h de Brasília) – como decidiu ele mesmo no dia 11 de fevereiro, quando anunciou que renunciava ao Pontificado porque, devido a sua avançada idade, já não tem “forças para exercer adequadamente o Ministério de Pedro” – Bento XVI deixou de ser o líder espiritual dos mais de 1,2 bilhões de católicos do mundo.

Não houve cerimônia especial, já que, como estabelece o Código de Direito Canônico, o único que é preciso é que o papa renuncie em plenas faculdades mentais e o faça perante os cardeais, o que tinha feito já no dia 11 de fevereiro.

O único sinal visível que anunciou que Bento XVI já não era papa foi o momento no qual se escutou no relógio do palácio as badaladas das 20h e imediatamente a Guarda Suíça fechou a porta de Castel Gandolfo, dando por concluído seu serviço ao papa e deixando o local.

A partir desse momento, a segurança de Bento XVI está garantida pela Gendarmaria Vaticana.
O papa saiu hoje do Vaticano, três horas antes de deixar de ser pontífice, e se transferiu à residência de verão de Castel Gandolfo, cerca de 30 quilômetros ao sul de Roma.

Bento XVI permanecerá ali até que estejam acabadas as obras de restauração do convento de freiras enclausuradas existente dentro do Vaticano, onde viverá, e seguirá chamando-se Sua Santidade e terá o título de “papa emérito”. 

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