Uma juíza do sul da Argentina suspendeu nesta sexta-feira (21) o casamento de uma jovem com um homem condenado a 13 anos de prisão por ter assassinado sua irmã gêmea em 2010.

Edith Casas tinha programado se casar nesta sexta-feira na cidade de Pico Truncado com Víctor Cingolani, que cumpre pena por sua participação na morte da modelo Johana Casas. Mas a juíza local, Graciela Zapata, suspendeu o casamento por uma ação judicial apresentada pela família das gêmeas.

O casal já recorreu da medida e agora a magistrada terá que se posicionar sobre o polêmico assunto.

Em sua ação, a mãe de Edith sustentou que a filha “não se encontra no plenário uso de suas faculdades, está privada de sua razão e corre risco reais de abusos de sua integridade física e psíquica”, solicitando que a justiça realize exames psicológicos em Edith.

Em contrapartida, o advogado de Cingolani disse que não existem “indícios” e nem “perícias” que justifiquem a suspensão do casamento, que já tinha sido aprovado pela Câmara Criminal.

Em declarações aos meios de imprensa locais, a jovem disse hoje que vai “defender” seu casamento e afirmou que durante o julgamento por conta do assassinato de sua irmã, “sofreu pressão da família” para acusar o futuro marido de estuprá-la repetidamente.

Desde a prisão na qual cumpre pena de 13 anos por conta do homicídio de Johana, Cingolani disse ao jornal “Clarín“, de Buenos Aires, que chorou com a morte da ex-namorada como chorou na morte de seu pai.

“Senti a mesma dor porque eu sempre quis Johana”, disse.

Além disso, o acusado diferenciou sua relação com Johana da que mantém com Edith.

“A relação com Johana foi algo menor. Eu amo Edith, quero formar uma família, ter filhos, viver uma vida normal como todo mundo. Por isso, decidimos nos casar”, disse, após afirmar que é “inocente”.

Em declarações aos meios de imprensa locais, o pai de Edith também questionou a decisão de sua filha.

Ele expressou que se sentia “traído” por sua própria filha e acusou Edith de ter “passado informações de tudo o que se falava em casa para Cingolani, que é um assassino psicopata”, afirmou.

Cingolani foi acusado e condenado a cumprir 13 anos de prisão por participar do homicídio da modela Johana Casas, de 20 anos, morta com dois tiros em 2010. 

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