Festas chiques, sapatos brilhantes, carros importados, mansões e helicópteros. Muito glamour? Para alguns, acredite, é vida normal. Existem aqueles que acham que ter um heliponto no teto do prédio é coisa de outro mundo. Acontece que os que usam o helicóptero para ir de um lado para o outro e acham coisa de outro mundo entrar num ônibus. Mas, o que acontece quando duas realidades tão diferentes se misturam e assumem um relacionamento?

“Tenho uma amiga que é milionária e namorava um cara pobre. Não deu certo. Ela anda com pessoas que tem menos dinheiro que ela, sem problemas, mas, namoro mesmo só deu certo com um cara do mesmo nível social”, afirma Tatiana Sales, estudante de 19 anos.

Pode acreditar, a dificuldade de conviver em um mundo diferente do seu é muito maior do que se imagina. “Eu não sou rico, sou classe média. Mas, durante um ano, namorei uma garota pobre. Eu ainda não tinha carta, então ia buscá-la de ônibus no trabalho, numa época em que eu nem sonhava em trabalhar e mal sabia o que era transporte público. Comecei a freqüentar a casa dela, que ficava na periferia. Ela não queria ir aos lugares que eu gostava e eu não queria ir às festas dela. Não deu certo”, afirma Fred Mendonça, administrador de empresas, 22 anos.

Como para toda regra há uma exceção, fomos buscar um casal de diferentes classes sociais que deu certo. “Ele começou a dirigir com 16 anos. Viveu de mesada do papai até os 21. Eu comecei a trabalhar com 17 e nunca tive mesada. Nós nos conhecemos por acaso, em uma festa. Começamos a namorar e a mãe dele não aceitava. Continuamos juntos até hoje e minha sogra me trata como uma filha”, é o que diz Valéria Vasconcelos, 46 anos, comemora bodas de prata este ano.

É importante entender o lado da outra pessoa. Ela pode ter as mesmas dificuldades que você tem para se acostumar com o mundo em que ela vive. Lembre-se que se arrepender de ter feito algo pode ser muito melhor que arrepender-se de nunca ter tentado.

Sem mais artigos