Antonio Bertolucci era um empresário de 68 anos apaixonado por bicicletas. Tinha 15 em sua coleção, que utilizava para se locomover pela cidade, e era um ciclista experiente, que sabia se posicionar no trânsito. Sabia também que, segundo o artigo 201 do Código Brasileiro de Trânsito, todos os veículos motorizados devem ultrapassar bicicletas a uma distância mínima de 1,5 m de distância. Assim como tinha ciência – tal qual a maioria dos usuários de bicicletas como meio de transporte na cidade de São Paulo – de que pouquíssimos são os motoristas que respeitam essa distância mínima. O que Bertolucci não sabia é que seria mais uma vítima de um motorista que não respeitou a lei.

Ele morreu atropelado na manhã desta segunda-feira (13) no acesso à avenida Sumaré, em frente à Praça Caetano Fraccaroli, na Zona Oeste de São Paulo. Um ônibus turístico da empresa Silvetur atropelou Bertolucci e o impacto foi tão violento que, mesmo tendo sido encaminhado ao Hospital das Clínicas, ele faleceu poucas horas depois. O caso foi encaminhado ao 14º Distrito Policial, onde o motorista alegou que o ciclista estava em seu “ponto-cego” de visão.

Bertolucci foi mais uma das vítimas da violência do trânsito, que mata quase 1,5 mil pessoas por ano só na cidade de São Paulo. Uma manifestação em solidariedade à família aconteceu ontem na praça Caetano Fraccaroli, onde ocorreu o acidente. Mais uma vítima da violência no trânsito de São Paulo.

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