A Administração dos Alimentos e Medicamentos (FDA) aprovou nesta sexta-feira (20) um novo remédio contra o HIV que, administrado com outros remédios antiretrovirais, impede a reprodução do vírus.

A agência federal informou que o Edurant (rilpivirina), fabricado pela Raritan, é para pacientes que nunca iniciaram algum tratamento contra infecções causadas pelo vírus síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids).

O medicamento deve fazer parte de um tratamento com pelo menos outros dois remédios contra a reprodução do HIV, explicou a FDA. O TMC278 deve ser ingerido uma vez ao dia com alimentos e oferece outra opção de tratamento, acrescentou.

O Edurant foi aprovado após a realização de dois exames clínicos com 1,368 mil adultos. Durante os testes, os pacientes foram submetidos de forma aleatória a tratamentos com a rilpivirina ou efavirenz (Sustiva), e com outros fármacos contra o HIV.

O resultado dos exames mostrou que 83% dos que receberam rilpivirina reduziram a reprodução do vírus a níveis indetectáveis, e os que receberam efavirenz ficaram em 80%.

“Os pacientes podem responder de forma variada a vários remédios contra o HIV, e sentir diversos efeitos colaterais. A aprovação do Edurant por parte da FDA oferece uma opção de tratamento adicional contra o HIV”, disse Edward Cox, funcionário do escritório de avaliação de novos fármacos na FDA.

Os efeitos colaterais mais comuns entre pacientes que tomaram Edurant incluíram depressão, insônia, dores de cabeça e brotoeja. As autoridades advertiram que ele não cura as infecções com HIV e que os pacientes devem seguir um tratamento contínuo para controlar o quadro e reduzir a propensão a doenças causadas pelo vírus.


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EUA aprovam novo tratamento contra Aids

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