Agentes federais dos Estados Unidos detiveram no aeroporto internacional de Los Angeles um homem que usava passagens vencidas e com o nome de outras pessoas para penetrar em aviões e voar sem gastar nada, segundo documento do FBI (Polícia federal americana) divulgado nesta quinta-feira.

O viajante, identificado como Olajide Oluwaseun Noibi, de origem nigeriana, conseguiu realizar o trajeto de Nova York a Los Angeles no dia 24 de junho a bordo de uma aeronave da companhia Virgin America e foi descoberto quando, em pleno voo, a tripulação se deu conta que levavam um passageiro a mais a bordo.

Segundo o relatório das autoridades, Noibi usou uma carteira da Universidade de Michigan e uma passagem que pertencia à outra pessoa para ladear todas as medidas de segurança e os controles de acesso ao avião no aeroporto JFK de Nova York.

Durante o trajeto, um comissário de voo solicitou seu bilhete e sua identificação e informou ao capitão, que certificou que essa pessoa não estava na lista de passageiros. O verdadeiro dono da passagem foi contatado pelas autoridades e informou que desconhecia Noibi e que o bilhete tinha desaparecido de sua mochila no dia anterior.

Ao chegar a Los Angeles, Noibi abandonou o aeroporto sem ser detido. A prisão aconteceu apenas na quarta-feira, quando tentou embarcar em outro avião utilizando um método similar, desta vez em um avião da companhia Delta que ia para Atlanta.

Nesta ocasião, Noibi conseguiu atravessar os controles de segurança e chegou até a porta de embarque, onde a tripulação da companhia aérea negou seu acesso à aeronave porque sua passagem era irregular.

Em seguida, dois agentes federais descobriram que Noibi levava em sua mochila uma dezena de passagens que já tinham expirado e que estavam em nome de outras pessoas, além de uma carteira da Universidade de Michigan.

O detido declarou que havia denunciado à Polícia a perda de seu passaporte americano, que não tinha dinheiro e havia viajado para Los Angeles a fim de recrutar pessoal para seu negócio de software.

As autoridades parecem ter descartado a possibilidade de o passageiro, sobre o qual pesam agora acusações por viajar como clandestino, ter vinculações com o terrorismo, segundo o jornal Los Angeles Times.

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