A professora assistente de fotografia da Universidade de Indiana, Jennifer Greenburg, vem fotografando e documentando uma comunidade onde as pessoas vivem e consomem como se estivessem nos anos 50.

“No começo eu pensei que fosse algo mais vinculado a moda, a uma estética”, disse a fotógrafa de 36 anos ao “Dailymail”, “mas percebi que é muito mais do que isso, percebi que isso era uma cultura mesmo que conformava uma comunidade”.

A comunidade documentada por Jennifer é formada de pessoas que tem os trabalhos mais corriqueiros possíveis, desde banqueiros até professores e médicos e vivem o que se pode chamar de mundo Rockabilly, termo que designa não apenas um gênero musical, mas um estilo de vida pautado pelo ideário dos anos 50. Segundo Jennifer, “Algumas pessoas fazem sua vida dentro da comunidade mesmo, mas a maioria tem os mesmos trabalhos que as demais pessoas. Não há necessariamente uma tendência de trabalhos mais ‘queridos’”.

Um traço que Jennifer ressalta dessa cultura é a relação com o consumo. Nos meados do século XX, os EUA viveram uma espécie de auge do design. “A maioria dos produtos americanos naquele época eram projetados por algum designer industrial que não só trabalhavam muito tempo pensando como o objeto deveria funcionar, mas como deveria aparentar, também”, disse.

Ainda segundo a professora, “Não tínhamos o tipo de consumo descartável que hoje temos com os ‘made in china’. O tempo de duração dos produtos era outro… comprava-se uma torradeira para durar pelo menos uma década. Quando alguma coisa quebrava, não se jogava fora, consertava-se”.

Ela crê que a comunidade busca apenas a felicidade e um tipo de alegria perdida no século 21. “Para eles, a felicidade é o principal trabalho de todos. E, para eles, viver uma vida que se assemelhe aos anos 50 deixa tudo mais fácil”. 

A fotógrafa começou esse projeto pois se sente parte participante desta cultura. “Quando eu me tornei adulta, eu comecei a procurar pessoas que gostavam das mesmas coisas que eu. No começo era, para mim, algo relativo só à moda. Mas, então, comecei a me aprofundar e descobrir o que era realmente uma cultura”. Confira as fotografias acima.

 

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