As autoridades de Gibraltar têm planos de enviar metade de sua famosa colônia de macacos para o exílio, como forma de conter uma gangue de saqueadores que está causando distúrbios na capital. É que os animais não têm mais medo dos seres humanos, o que levou 59 pessoas a procurar atendimento hospitalar no ano passado. 

Caçadores foram enviados para arrebanhar parte da população de macacos selvagens que vem barbarizando a região, cerca de 120 espécimes. Nos últimos anos, os símios, da espécie Barbary, têm adquirido a reputação de atacar pessoas ou correr pela cidade, vandalizando quartos de hotel e destruindo tudo o que encontram pelas ruas.

Na semana passada, uma avó foi mordida em um ataque, enquanto empurrava seu neto em um carrinho de bebê. Ela precisou de tratamento no hospital. Agora, os bichos estão sendo capturados e mantidos em um presídio especialmente construído nos rochedos, supervisionados por veterinários, até sua deportação ser finalizada, para o norte da África, sua terra natal.

Cuidados extras também foram tomados para que os outros que restarem saiam da cidade para a reserva nos rochedos, onde áreas especiais de alimentação e lagoas estão sendo criadas em uma tentativa de atraí-los​​.

Autoridades garantem que não haverá repetição do abate de 2008, que vitimou 25 macacos. O ministro do Meio Ambiente, John Cortes, disse que isso marca o início de um verdadeiro progresso em lidar com o aumento da população dos bichos. “Eles perderam o medo dos humanos e agora os consideram uma fonte de alimentos ricos, como chocolate e biscoitos”, assinala ao Mirror.

Segundo a lenda, os macacos foram introduzidos primeiramente em Gibraltar por soldados britânicos no século 18. De acordo com o folclore local, a área deixaria de ser um território britânico se os macacos a abandonassem completamente. Winston Churchill levou isso tão a sério que, quando a população diminuiu para apenas sete durante a Segunda Guerra Mundial, ele ordenou a vinda de macacos-extras de Marrocos e da Argélia.

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