O Governo indiano ordenou nesta segunda-feira a retirada de uma partida de livros das escolas públicas da região mais povoada do país por incluir uma imagem do profeta Maomé, cuja representação é proibida pelo islamismo.

O ministro de Desenvolvimento Humano, Kapil Sibal, pediu às autoridades do estado nortista de Uttar Pradesh, onde exemplares estavam sendo utilizados, “adotarem medidas urgentes para garantir a retirada dessa publicação ofensiva”.

Ele detalhou que os livros serão retirados do mercado e pedirão aos alunos que os tenham obtido que os devolvam.

Segundo Sibal, o editor da obra “ofereceu uma desculpa pública”.

“O Governo deve adotar medidas restritas para punir os culpados”, denunciou à agência local Ians o mufti Mukarram, imame da histórica mesquita Fatehpur, situada na parte antiga de Délhi.

E acrescentou: “é muito triste, condenável e intolerável. Todo mundo sabe que não é permitido no islã desenhar um esboço ou qualquer imagem do profeta Maomé. Não sei se foi algo voluntário ou involuntário, mas de qualquer maneira é muito condenável”.

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