Um grupo de ativistas, que defende e promove um conceito de alimentação mais saudável, encenou nesta segunda-feira (31), no centro de Moscou, a expulsão do hambúrguer americano em resposta às sanções do Ocidente pela anexação russa da Crimeia.

Diante da curiosidade das pessoas presentes, um ativista vestido de hambúrguer marchou pela Praça Pushkinskaya de Moscou levando uma mala cheia de lanches do McDonalds que supostamente seriam encaminhados a sua “terra natal”.

O manifestante em questão também levava um cartaz com a seguinte frase: “A comida com alto conteúdo em gorduras matou milhões de russos durante os últimos 24 anos”.

“Hoje, o movimento social ‘A verdade sobre a comida’ decidiu montar uma ação para proibir ou restringir parcialmente as atividades das empresas de fast-food, como McDonald’s ou Burger King”, explicou à Agência Efe Maxim Raksha, coordenador da organização.De acordo com a fonte, se a proposta fosse aprovada pelos legisladores russos, ela deveria afetar em primeiro lugar as empresas estrangeiras, “cuja comida contém muita gordura animal”.

“É uma proposta que se encaixa em uma série de sanções de resposta (da Rússia) às limitações de nosso potencial econômico pelo Ocidente. Propomos assim assestar um golpe à economia americana”, assinalou Raksha.

Durante a encenação, antes de ter virado motivo de piada no metrô, onde ficou entalado na entrada devido ao tamanho de seu traje, o “homem-hambúrguer” ainda fez questão dizer que “ficaria bem nos Estados Unidos e que lá seria mais útil para a sociedade”.

A cadeia McDonald’s abriu seu primeiro estabelecimento em 1990 na União Soviética, mais precisamente na Praça Pushkinskaya, um dos tradicionais lugares de encontro dos moscovitas e onde foi realizada a ação.

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