Um consultor de TI de 39 anos teve que abortar sua tentativa de atravessar o Oceano Atlântico em um bote inflável sustentado por 370 balões cheios de gás hélio apenas 12 horas depois de alçar voo. Jonathan Trappe teve um problema técnico e descreveu como dramática a aterrissagem.

O bote de Trappe chegou a atingir alturas incríveis nesta quinta-feira (11) desde que decolou, de Maine, nos EUA, enquanto tentava se tornar o primeiro baloneiro a atravessar o Atlântico, em uma viagem de mais de quatro mil quilômetros.

Em um post no Facebook, disse que pensou que iria morrer quando chegasse ao chão. “Honestamente, não sabia se iria sobreviver ao desembarque”, assinala Trappe, que desceu na escuridão. Ele fez check in no Facebook após o pouso em Newfoundland, no Canadá

Fãs do aventureiro que estavam seguindo seus movimentos por GPS souberam antes sobre a situação. Trappe escreveu em sua página no Facebook: ” Hmm, isso não se parece com a França”. Mais tarde, ele informou que aterrissou em segurança em um local alternativo. Várias pessoas ao redor do mundo expressaram pesar pelo fim da viagem, incluindo Richard Branson, dono da Virgin e também balonista, que tuitou uma mensagem de apoio. “Sei como você deve se sentir!” 

Trappe e sua equipe enfrentaram uma espera angustiante de mais de 100 dias para as condições climáticas adequadas que poderiam levá-lo a atravessar o Atlântico e chegar à Europa, em uma jornada com duração estimada de 62 horas. “Foi roer as unhas à espera de uma janela de tempo que me permitiria levantar no ar e pegar os ventos transatlânticos que me transportariam para a Europa, em algum lugar entre a Islândia e Marrocos“, conta ao Daily Mail.

Em doze tentativas, cinco pessoas morreram no passado tentando fazer a viagem em balões de ar quente convencionais por causa de ventos e tempestades inesperadas. Em 2008, um padre brasileiro morreu ao tentar fazer uma viagem usando balões de festa cheios de hélio.

Trappe já detém o recorde de mais longo voo de balão aglomerado (cluster), que foi de 14 horas, além de ter atravessado o Canal da Mancha em 2010 e os Alpes em 2011, tudo a bordo de uma cadeira de escritório suspensa por balões de hélio semelhantes aos utilizados nesta jornada.

Confira o vídeo:

Sem mais artigos