Homem paralisado tratado com células-tronco recupera movimentos

Kristopher Boesen sofreu um acidente de carro que o deixou paralisado do pescoço para baixo. Depois que seu carro perdeu o controle por causa de uma estrada escorregadia, Boesen bateu em uma árvore e também um poste de luz.

O primeiro prognóstico médico era ruim e eles pensaram que ele nunca poderia mover seu corpo do pescoço para baixo novamente. Tendo em mente sua condição, o homem teve a chance de passar por um procedimento envolvendo células-tronco, que pode “reparar o tecido nervoso lesado através da substituição de células danificadas”.

Esse método não tinha garantia que funcionaria, mas Boesen sentiu que tinha nada a perder no momento.

Ele começou o tratamento em abril de 2018 com a ajuda do doutor Charles Liu, que injetou dez milhões de células AST-OPC1 diretamente na medula espinhal cervical de Kris.

“Normalmente, os pacientes com lesão medular são submetidos a cirurgias que estabilizam a coluna, mas fazem muito pouco para restaurar a função motora ou sensorial”, diz Liu.

“Com este estudo, estamos testando procedimento que pode melhorar a função neurológica, o que poderia significar a diferença entre estar permanentemente paralisado e ser capaz de usar os braços e as mãos. Restaurar esse nível de função pode melhorar significativamente o dia a dia de pacientes com lesões graves na coluna vertebral”, completa.

Kris levou apenas três semanas de terapia para ver os primeiros sinais de melhora. Ele também precisou de apenas dois meses para falar ao telefone, escrever palavras no papel e controlar sua cadeira de rodas. Ele recuperou suas principais funções motoras também.

Além disso, Kris conseguiu trazer de volta dois níveis da medula espinhal que foram responsáveis ​​pela sua mobilidade. Logo, o homem poderia recuperar seus movimentos básicos e se sentir independente novamente.

Kris disse: “Tudo o que eu queria desde o início era uma chance de lutar. Mas se houver uma oportunidade para eu andar de novo, então, sim. Eu quero fazer o possível”.

Seu tratamento experimental foi altamente eficaz e, embora os médicos não pudessem ver nenhum progresso, ele evoluiu.

O artigo foi publicado originalmente pelo site Thinking Humanity.

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