A Federação de Surdos da África do Sul denunciou nesta quarta-feira (11) que o intérprete de linguagem de sinais que traduziu os discursos dos chefes de Estado durante o serviço religioso oficial realizado ontem em memória de Nelson Mandela era “falso”.

Aparentemente, os sinais que o homem utilizou não faziam sentido algum e também não foram usadas expressões faciais, técnica que os intérpretes usam hoje para transmitir emoções, segundo publicam nesta quarta-feira vários veículos da imprensa sul-africana.

“Foi uma fraude total e absoluta”, disse a diretora da Escola de Educação da Linguagem de sinais da Cidade do Cabo, Cara Loening, em entrevista à agência de notícias sul-africana “Sapa“.

“Seus movimentos não tinham nada a ver com a linguagem de sinais, só estava agitando as mãos”, acrescentou Loening, que considera que foi um “desrespeito” à memória do ex-presidente da África do Sul e para todos os que assistiram e viram o ato pela televisão.

A notícia correu durante o próprio ofício religioso, quando começaram a ser publicadas mensagens a respeito nas redes sociais.

“Por favor, alguém pode pedir para o intérprete sair do palco? É vergonhoso”, dizia um deles.

“É um evento que todo mundo está vendo, mas as pessoas surdas não conseguem entender uma só palavra do que está sendo dito”, acrescentava outra mensagem, segundo o jornal “Mail & Guardian“.

O governo da África do Sul ainda não respondeu às acusações, mas garante que emitirá um comunicado quando tiver investigado o fato “a fundo”.

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