A Kansai Electric Power (Kepco), operadora das usinas nucleares de Takahama e Ohi (província de Fukui, centro do Japão), anunciou nesta quinta-feira que paralisará temporariamente dois de seus reatores para submetê-los a uma inspeção rotineira.

A operadora detalhou que o reator número 4 da central de Takahama será desligado em 21 de julho, enquanto o de mesmo número da usina de Ohi será paralisado um dia depois, informou a emissora pública japonesa NHK.

Isso elevará a quantidade de reatores paralisados a 37 dos 54 que têm no Japão, país que atravessa uma grave crise nuclear depois que o tsunami de 11 de março danificou seriamente a central de Fukushima.

Antes do desastre, o Japão obtinha 30% de sua energia das usinas nucleares e, por isso, a paralisação dos reatores, tanto por segurança quanto para inspeções rotineiras, criou problemas na provisão energética que poderiam se agravar caso não sejam retomadas suas atividades.

O governo japonês condicionou a abertura dos reatores desligados a testes de resistência que permitirão diminuir os riscos de acidentes diante de desastres naturais de grande magnitude.

Os testes de segurança, que ainda não começaram, serão aplicados em uma primeira fase nas unidades paralisadas, e posteriormente nas que estão em funcionamento.

Para evitar a escassez de energia, a Kepco indicou que intensificará seus esforços para aumentar a provisão, e pediu a empresas e à população que mantenham seus esforços para reduzir o consumo de energia em 15%.

O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, declarou nesta quarta-feira que, após a catástrofe de 11 de março, seu objetivo é reduzir a dependência do Japão da energia nuclear a partir da implantação de uma lei que potencializará as energias renováveis no país.

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