Cerca de 40 mil jovens vindos de todos os cantos da Espanha e do mundo se reuniram nesta quarta-feira (29) na cidade Buñol, situada no leste do país, para participar da célebre batalha da Tomatina, uma das festas mais populares do país.

 

Iniciada há 67 anos como uma simples brincadeira de jovens da região, a festa passou a contar com um número cada vez maior de turistas do mundo todo, principalmente da Europa e da Ásia, e hoje aparece como uma verdadeira “guerra mundial de tomates”.

Os preparativos deste ritual, realizado sempre na última quarta-feira de agosto, começaram no dia anterior ao entardecer, com uma maratona de festas, bailes e shows, os quais se prolongaram até o amanhecer.

Após as atrações da primeira noite, os participantes aproveitam para descansar um pouco enquanto aguardam a chegada dos caminhões carregados com mais de 120 toneladas de tomates, atração que situou Buñol no mapa das grandes festas de interesse turístico internacional.

Além dos tradicionais óculos de mergulho, que servem para proteger os olhos, alguns participantes também costumam aparecer fantasiados de samurais, cozinheiros, lutadores de caratê e trajes folclóricos espanhóis.

No estouro dos fogos, às 11h (horário local) em ponto, a Tomatina é iniciada, enquanto o centro histórico de Buñou, repleto de casas brancas e ruas estreitas, se transforma em um verdadeiro desastre vermelho depois de poucos minutos.

Diante de uma das maiores crises econômicas da história da Espanha, esta loucura coletiva também se revelou hoje como um ato de catarse popular, no qual os jovens não precisaram de muitos esforços para esquecer as notícias negativas que pautam os jornais do país neste momento.

A “guerra mundial do tomate” só é encerrada depois de uma hora de batalha, tempo suficiente para formar um verdadeiro mar de molho, que, devido aos esforços dos moradores e das equipes de limpeza, costuma desaparecer com a mesma agilidade.

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