Era uma vez, na Inglaterra, uma casa de luxo de aristocratas indíanos que contavam com a família real entre seus amigos. Presa em uma cápsula do tempo, permanece intocada por mais de um quarto de século. A mansão de 40 quartos do magnata Sir Dhunjibhoy e Lady Bomanji acaba de ser vendida a um multimilionário, que quer restaurar a sua antiga glória e transformar a propriedade de 12 banheiros em uma casa de família novamente. 

Sir Dhunjibhoy e Lady Bomanji eram figuras bem conhecidas da alta sociedade britânica no início do século 20. Eles tinham três casas. Nesta casa, em HarrogateNorth Yorkshire, passavam o outono, depois de desfrutar o verão em sua casa em Windsor. Já os invernos, eram em Poona, na Índia.

A mansão em Harrogate virou uma relíquia do passado quando Lady Bomanji morreu, em 1986. Desde então, ficou fechada. Com a morte da filha do casal, a senhora Mehroo Jehangir, no ano passado, depois de 27 anos intacta, a casa foi reaberta.

Bomanji era um filantropo que usou sua riqueza para apoiar o esforço militar da Grã-Bretanha contra os alemães na primeira guerra mundial, o que o levou a ser condecorado em 1922. Ele fez doações generosas a instituições de caridade que apoiavam veteranos e viúvas de guerra.

O magnata também estava sempre nas colunas sociais dos jornais da época. Nos últimos anos antes de sua morte, em 1937, ele teria encomendado um Rolls Royce com teto alto sob medida, para que pudesse entrar sem se curvar por causa de problemas na coluna. Em um evento de caridade, no Reino Unido, ao dispor de bem que alcançou o maior lance em leilão, deu um beijo na testa da atriz Greta Garbo.

O sistema de interfone antiquado para os funcionários ainda existe, além de um termômetro em um dos banheiros, enquanto uma imagem da Rainha continua dependurada na parede da sala de estar.  
Um moedor de café está em uma parede ao lado de um aquecedor de água a gás na cozinha. Um convite para um almoço de prestígio, em 1973, encontra-se em uma mesa ao lado de recortes de jornais amarelados.

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