Brooke Greenberg nasceu em Reisterstown, Maryland, EUA, de forma prematura. Ela veio ao mundo em 1993, um mês antes do previsto, pesando 1,800kg e com uma síndrome rara. Apelidada de “Síndrome X” pelos médicos, a doença é pouco conhecida, mas fez com que a moça, que morreu na semana passada aos 20 anos, nunca envelhecesse, permanecendo no corpo de um bebê de nove meses, e agindo como tal, por toda sua vida.

Segundo os pais de Brooke, o problema só foi identificado quando ela tinha cerca de cinco anos e parecia não crescer. “Ela sempre foi um pouco pequena, mas nada de anormal”, explicou Howerd Greenberg, pai da garota, à “NBC News”. Ele lembra que Brooke precisou de uma cirurgia nos quadris ainda bebê, pois os ossos nasceram deslocados e suas pernas ficavam em uma situação desconfortável. Por causa da intervenção, achavam que o crescimento da filha era normal, dentro desse quadro.

A família percebeu que algo ia errado quando comparava o desenvolvimento de Brooke com o de sua irmã mais nova. Foi então que resolveram ir em busca de respostas com especialistas. A síndrome rara (e desconhecida pelos médicos) foi diagnosticada e, desde sempre, os pais foram preparados para o pior. “Quanto mais velha Brooke ficava, mais inacreditável seu quadro se tornava”, lembra a mãe, Melanie Greenberg.

Os cientistas chegaram a estudar o DNA da garota na esperança de aprender mais sobre o envelhecimento e prolongamento da juventude humana. No entanto, não chegaram a conclusões sobre causas e cura para seu problema. Alguns testes apontaram que ela pode ter sofrido alguma mutação genética que desligou sua capacidade de amadurecer.

Apesar de nunca ter crescido, permanecer com os dentes de leite e se comunicar como um bebê, a família da garota lembra que ela se tornou um pouco rebelde na adolescência, mas ao mesmo tempo era amável e gostava de abraços e carinhos dos pais e das irmãs, além de se divertir bastante em passeios a shoppings, entre outros.

Durante participação em um programa da TV americana em janeiro deste ano, a família Greenberg contou que os médicos nunca encontraram qualquer tipo de anomalia em seu sistema endócrino, ou cromossomos, nem qualquer interrupção conhecida que possa ocorrer em humanos e causar problemas de desenvolvimento.

Brooke permaneceu do mesmo tamanho durante, pelo menos, 15 anos, e precisava de cuidados 24 horas por dia. Ela era alimentada por uma sonda, porque seu esôfago era tão pequeno que os alimentos ingeridos podiam ir parar em seus pulmões, provocando pneumonia.

De acordo com a “ABC News”, nos primeiros sei anos de vida, Brooke sofreu uma série de emergências médicas, muitas vezes sem explicação. Ela passou por uma cirurgia para tratamento de sete úlceras gástricas perfuradas; sofreu uma convulsão cerebral, seguida de acidente vascular cerebral (que não deixou danos aparentes); e aos quatro anos entrou em um coma, que a fez dormir por 14 dias, logo em seguida, um tumor cerebral foi diagnosticado e retirado.

A causa da morte da garota é desconhecida. “Enquanto o mundo lá fora notava a estrutura física de Brooke, ela trouxe alegria e amor à sua família. Seus pais, três irmãs e toda a família foi regada com seu amor e respeitou sua dignidade durante toda sua vida”, declarou o rabino Andrew Bruch ao “New York Daily News”, durante uma homenagem prestada à menina.

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