Na última sexta-feira do mês, em mais de 300 cidades ao redor do mundo, ciclistas se juntam para uma manifestação pacífica chamada de Massa Crítica. A idéia é mostrar que o trânsito é para todos, e não apenas para os carros, buscando torná-lo menos violento e mais humano.

Normalmente a grande concentração de ciclistas acaba se tornando uma proteção para os mesmos, que podem ditar seu ritmo enquanto pedalam, conversam e cantam. Mas a Massa Crítica de Porto Alegre foi vítima de um atentado violento na edição de fevereiro, no dia 25.

Ricardo José Neis estava em seu carro Golf preto atrás da manifestação, quando se desentendeu com os ciclistas que garantiam a segurança da massa crítica. Então o motorista acelerou o veículo e avançou deliberadamente na direção das pessoas. O que se seguiu parecia uma cena de terror. Corpos, capacetes, bicicletas e até pedaços do carro voando para todos os lados. Oito pessoas tiveram que buscar atendimento em um hospital com sérias lesões, como fraturas múltiplas.

Neis alegou posteriormente que avançar com o carro atropelando os manifestantes foi legítima-defesa. Ele estava acompanhado de seu filho de 15 anos e deixou o local sem prestar qualquer socorro aos atropelados.

O caso de tentativa de homicídio chamou atenção até da mídia internacional. Sky News e a CBS dos Estados Unidos, El Mundo da Espanha, na Alemanha, na Inglaterra, e uma infinidade de outros meios de comunicação, chamaram atenção para a barbaridade.

Em São Paulo, a Massa Crítica é chamada de Bicicletada, e também acontece na última sexta-feira de todos os meses. Nessa segunda-feira, excepcionalmente, houve uma Bicicletada de apoio aos ciclistas de Porto Alegre.

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