A jovem americana Casey Anthony, acusada e posteriormente absolvida pela morte da filha de 2 anos, foi condenada nesta quinta-feira na Flórida a quatro anos de prisão por outros crimes menores, relacionados às mentiras contadas durante a investigação do caso.

Casey, de 25 anos, foi inocentada na última terça-feira pelos crimes mais graves (homicídio qualificado e abuso infantil qualificado), o que provocou críticas entre a opinião pública americana e descartou a possibilidade de ser condenada à morte. O júri inocentou a ré de outras duas acusações: homicídio não premeditado qualificado e abuso infantil qualificado.

Na própria terça-feira, o júri considerou-a culpada de quatro delitos menores, por obstrução da Justiça, ao mentir durante a investigação do caso. Casey era acusada de homicídio em primeiro grau, entre outros crimes, pela morte de sua filha Caylee Marie Anthony, cujo corpo foi encontrado em 2008 em uma área florestal a poucos metros da casa da mulher, após seis meses de busca.

No entanto, como Casey já está há três anos detida à espera de julgamento e por ter mantido bom comportamento na prisão, é possível que ela seja posta em liberdade já no final deste mês ou no início de agosto.

De qualquer forma, a jovem terá dificuldades de levar uma vida relativamente normal, já que o caso se transformou em assunto de interesse nacional e as audiências na Justiça foram acompanhadas ao vivo por milhões de americanos.

Os promotores disseram, nos argumentos finais do julgamento, que Casey Anthony assassinou sua filha colocando fita adesiva na boca da menina, porque a considerava um estorvo para a vida de festas que queria ter e para sua relação amorosa. No entanto, a defesa da ré alegou que a menina se afogou na piscina da família.

O veredicto e a sentença deste caso – que em termos de atenção midiática foi comparado ao de O.J. Simpson – eram comentados em toda a imprensa dos Estados Unidos, onde, em geral, os americanos expressavam surpresa pela absolvição de Casey na acusação de homicídio.

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