Um amigo do NY Daily News chamou nossa atenção para essa mulher que eles descobriram em Manhattan. Dianne Rochenski tem dois ratos de estimação, que dormem com ela na cama, como cachorrinhos de madame.

Ratos são conhecidos como pragas, animais do lixo e do esgoto, mas Rochenski nega essa visão. “Os exterminadores de pragas é que inventaram isso. Eles só querem ganhar dinheiro, dinheiro sujo de sangue”, diz ela.

A relação com seus roedores chega a ser familiar. Rochenski os chama de bebês, e eles dormem com ela em uma caixa e toalhas em cima de sua cama. A cama aliás, está cheia de pedaços de milho, biscoitinhos, marcas de mordidas e o que parece ser cocô de rato.

Em um lugar especial em sua cozinha, ela guarda um dos seu bichinhos que morreu recentemente (quatro semanas!). Mas só até fazer o funeral apropriadamente, como manda a tradição cristã. “Sua comida favorita era iogurte de amoras, então deixei um pouco em sua boca”, mostra ela enquanto acaricia a barriga do defuntinho. Mas Rochenski jura que um dia vai enterrá-lo junto com outros bichinhos que já faleceram e estão enterrados em um quintal, com direito a crucifixo e tudo mais.

Assumidamente católica, Rochenski até batizou seu terceiro animalzinho de Christiana, para que ela tivesse o nome de Cristo. “Quando eu olho para eles, vejo Deus em seus olhinhos”, diz ela, que acredita que o falecido está com as patinhas juntas em uma oração…

Ela diz que seus roedores são versões do mundo real para o ratinho Ratatouille, personagem da animação de 2007 criado pela Disney-Pixar. No filme, o ratinho nasceu com o paladar aguçado e cria combinações gastronômicas como ninguém. Não é o caso dos ratos de Rochenski. “Eles são vegetarianos. Eu não acho certo alimentar um animal com a carne de outro animal morto”.

“Eles não são a companhia animal mais comum, mas é mais comum do que você possa imaginar”, diz Sandra DeFeo, diretora executiva da Sociedade Protetora de Nova York.

Você conhece alguém que tenha um animal de estimação diferente? Conta pra gente!

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