A cidadã hispânico-mexicana Estibaliz Carranza foi condenada nesta quinta-feira (22) à prisão perpétua pelo assassinato de seu ex-marido em 2008 e de um amante em 2010, aos quais esquartejou e cujos restos escondeu no porão da sorveteria que gerenciava em Viena, na Áustria.

O veredicto foi anunciado hoje por um júri na Audiência Provincial de Viena após quatro dias de um julgamento que começou com a acusada reconhecendo a autoria dos dois crimes.

A pena de cadeia perpetua ditada pela juíza do caso inclui o internamento em um centro para criminosos com desequilíbrios mentais, já que a perícia psicológica considerou que, embora seja responsável por seus atos, Estibaliz padece de um grave transtorno de personalidade.

Em suas palavras finais antes que o júri se retirasse para deliberar, Estibaliz assegurou entre soluços que lamentava ter matado suas vítimas.

Após escutar o veredicto sem mostrar emoção aparente, a ré consultou seus advogados e anunciou a interposição de uma apelação e um recurso de nulidade, segundo informou a agência austríaca “Apa“.

O último dia do julgamento esteve marcado hoje pelo depoimento do especialista que realizou a perícia psicológica de Estibaliz e que garantiu que não há motivos para considerar que a processada não era responsável por seus atos.

O especialista explicou que em ambos casos Estibaliz recorreu a uma estratégia de “desfazer-se” de parceiros que não satisfizeram suas expectativas afetivas e sua necessidade de reconhecimento e que a condenada não foi capaz de pôr fim a essas relações de maneira convencional. 

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