SWNS-Kim-DeAtta

(Foto: Somerset Live/ reprodução Mirror)

Parece até brincadeira, mas o assunto é bem sério. Kim De’Atta, moradora da cidade de Chard, Inglaterra, precisa andar o tempo todo com um capacete especial que a protege de sinais de celulares e wi-fi. Isso porque ela possui sensibilidade eletromagnética e é alérgica à tecnologia.

Kim percebeu o problema ainda quando criança: ela morava em Londres e ficava doente toda vez que se aproxima de uma TV. Hoje, com o avanço da tecnologia e a dominação da internet, ela sofre com dores de cabeça, infecções, cansaço excessivo e palpitações cardíacas. “A primeira vez que coloquei um celular perto da cabeça foi como um laser entrando no meu cérebro. Toda vez que colocava ele na minha cabeça eu tinha dor. Depois disso descobri que estava ficando cada vez mais doente e meu sistema imunológico estava sendo atingindo, significando que estava sendo infectada”, conta ela ao Mirror, e diz: “Quando lançaram o 3G tudo piorou pra mim”.

O capacete a protege das ondas eletromagnéticas, mas a doença a obrigou a largar o emprego de enfermeira e cada vez mais se distancia dos amigos e família, já que não pode sair sempre de casa. “Fico sem ver amigos e parentes por muito tempo. Tive duas visitas neste ano. É realmente de partir o coração”, conta Kim.

Uma vez ela precisou viajar para visitar sua tia favorita de 91 anos, e que não a via há 10 anos. “Eu tive que usar meu capacete blindado e incomum na rua. Você pode imaginar quantos olhares engraçados e curiosos eu recebi no ônibus. Foi muito difícil, mas estou satisfeita porque minha tia morreu no ano seguinte”.

Atualmente Kim recebe apoio da empresa inglesa Electrosensitivity, que a ajuda com equipamentos de proteção.

 

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