Em plena onda de calor em Nova York, e no que pode ser um dos dias mais quentes do ano, com temperaturas que alcançaram 35°nesta quinta-feira (18), o primeiro bar de gelo da cidade oferece um refrescante respiro a 5° abaixo de zero.

“São 80 toneladas de gelo usado do Canadá para construir todo um bar. As paredes, os assentos, os copos, a barra, as mesas. Tudo, menos o solo e o teto, é de gelo”, explicou à “Agência EfeRich Marsiglia, um dos gerentes do local, apelidado de “Minus 5” em alusão à sua gélida temperatura.

Enquanto nova-iorquinos e turistas se derretem nas lotadas ruas da Big Apple devido a uma onda de calor que levou as autoridades a pedirem que a população tome precauções, este novo bar soa como um oásis em pleno coração de Manhattan, nos pés do hotel Hilton.

Um dos proprietários do clube, Craig Ling, projetou o conceito após se hospedar em um hotel de gelo no Ártico, quando decidiu “transferir esse conceito a um público de massa” e abrir estes gelados bares em Austrália, Las Vegas e, agora, em Nova York.

Cercado por quase uma centena de toneladas de gelo, avaliado em US$ 400 mil, Marsiglia não revela o custo de montar este clube, inaugurado há menos de duas semanas, que cobra uma entrada de US$20, incluindo parka e luvas.

Os mais elegantes podem pagar US$40 por um casaco de pele falso, e por US$95 dólares é possível usar um gorro e um cachecol.

“Temos recebido muitos turistas, mas também um monte de gente local que quer experimentar o bar de gelo. A resposta da comunidade foi incrível, todos estão falando deste lugar, estão especialmente felizes de se refugiar do calor”, assegurou o gerente.

É possível se refrescar e admirar as várias esculturas de gelo, que representam desde o Central Park até a Estátua da Liberdade.

“É um lugar diferente de todos os trabalhos que tive em meus 12 anos como bartender”, contou um garçons do lugar, o boliviano Julio Román, fantasiado com um gorro polar e botas de neve como se estivesse no mais rigoroso inverno.

O vestuário é necessário neste bar, já que os clientes, muitos deles usando sandálias condizentes com o verão que faz lá fora, não costumam aguentar mais de 45 minutos.

“Acabamos de saber deste bar e decidimos vir sentir o sabor da Rússia em Nova York”, explicaram, com uma vodca na mão, Paulina e Olga, duas clientes que lembram de seu país natal nestas baixas temperaturas, embora tenham deixado claro que da próxima vez virão mais preparadas. 

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