A onda de ataques contra ônibus públicos e policiais militares em São Paulo, que foi iniciada há duas semanas, continua preocupando os moradores e autoridades do estado, já que mais um atentado foi registrado na noite desta quinta-feira (28), conforme divulgado por fontes policiais.

 

Segundo a polícia militar, um ônibus que circulava pelo bairro do Capão Redondo, na zona sul da cidade, foi interceptado por um grupo de individuos encapuzados. Os criminosos, que ainda não foram identificados, obrigaram o motorista e os 40 passageiros a descerem e depois incendiaram o veículo.

Este foi o oitavo ônibus queimado nesta semana e o décimo segundo desde o dia 13 de junho, quando a onda de violência foi iniciada. Neste mesmo período, nove policiais militares foram assassinados na capital paulista, todos eles quando estavam fora de serviço.

Na mesma noite de quinta, segundo a polícia militar, um agente que não estava uniformizado foi alvo de disparos efetuados por dois homens que passavam em uma moto próximo ao autódromo de Interlagos.

O policial, por sua vez, teve tempo de reagir e conseguiu atingir os dois indivíduos, que, posteriormente, foram transferidos a um hospital da região.

Os recentes ataques mobilizaram o Comando da Polícia Militar, que dispôs 5 mil agentes para garantir a segurança dos usuários do transporte público. Muitos deles vão operar à paisana dentro dos próprios ônibus.

Estes fatos lembram a onda de ataques de maio de 2006, quando uma organização criminosa organizada no interior das prisões iniciou uma série de atentados em represália à transferência de seus principais líderes para presídios situados fora de São Paulo.

Nos ataques realizados há seis anos, cerca de 450 pessoas morreram no estado, sendo que 40 eram policiais; 90 ônibus foram incendiados e tiveram rebeliões em mais de 50 presídios do estado.

Apesar da semelhança dos ataques, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo descarta que os atentados estejam relacionados. Após as investigações preliminares, as autoridades apontaram que os atuais ataques são fatos isolados e praticados em resposta à ação policial que está sendo realizada em alguns bairros da periferia da cidade. 

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