Hoje, quinta-feira (22), é comemorado o Dia do Abraço. A data está no calendário internacional graças à campanha Free Hughs, inaugurada por um homem australiano que, sentindo-se carente, ergueu uma placa em Sydney oferecendo abraços grátis. Abraços, de fato, são bons e todo mundo aprecia. Eles diminuem o estresse e a ansiedade se oferecidos por pessoas de quem você gosta e em quem confia. Em algumas situações, porém, também podem ser um tanto constrangedores (a redação do Virgula encenou alguns dos tipos mais estranhos na galeria de fotos aqui em cima).

A história de Juan Mann, o abraçador australiano, a propósito, é bem interessante. O cara morava em Londres e teve que voltar para sua terra natal. Chegando ao aeroporto, não havia ninguém para recepcioná-lo, e ele se sentiu carente. Para resolver o problema, escolheu a avenida mais movimentada de Sydney, ergueu uma placa oferecendo abraços grátis e, após 15 minutos, recebeu seu primeiro abraço. A campanha ganhou o mundo e foi o pontapé inicial para o Dia do Abraço.

Mas por que a gente gosta tanto de abraços? Em entrevista ao Virgula, a psicóloga comportamental Marisa de Abreu explicou que o contato humano é algo que faz parte da natureza humana.

“O bebê fica em contato com o corpo da mãe por 9 meses, antes de nascer, e se acostuma a ouvir e sentir outra pessoa. O recém-nascido não percebe que ele é uma pessoa e que a mãe é outra. Quando ele começa a sentir que aquele toque vem de outra pessoa, alguém que o protege e o alimenta, ele passa a procurar sempre estar por perto. Ninguém gosta de perder o que é bom, confortável e aconchegante. Ao longo da vida temos de volta esses momentos bons quando abraçamos outra pessoa”, afirma Marisa. “O prazer, porém, só será possível quando houver intimidade ou desejo de intimidade”, ressalva.

Uma pesquisa liderada pelo neurofisiologista Jürgen Sandkühler concluiu que um abraço diminui a pressão, o estresse, o medo e a ansiedade, além de promover o bem-estar e o desenvolvimento da memória. Todos esses efeitos positivos são causados pela liberação do hormônio oxitocina, o “hormônio do amor”. Porém, esse hormônio só é liberado quando abraçamos alguém em quem confiamos. Em situações contrárias, liberamos o cortisol, que é o hormônio do estresse. Por isso é que um abraço naquele seu colega mala pode ser tão constrangedor.

No Brasil, o abraço é um cumprimento banal pois, muitas vezes, já nos consideramos íntimos mesmo que tenhamos conhecido a pessoa há pouco tempo. Em culturas asiáticas, como no Japão e na China, as pessoas são mais reservadas, e a intimidade demora mais para ser conquistada. Um abraço é como um beijo: apesar de ser um carinho, só é bom quando os dois querem!

Feliz Dia do Abraço!

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