A poluição tornou-se tão densa em Pequim que os cidadãos sedentos por luz natural começaram a recorrer a grandes telas de televisão como única forma de ver o nascer do sol. As telas futuristas instaladas na capital chinesa geralmente anunciavam destinos turísticos, mas com a densa névoa cinzenta que paira sobre a cidade, passou a transmitir paisagens naturais, como forma de animar as pessoas.

O ar assumiu um odor acre e muitos dos habitantes da cidade têm de usar máscaras para ir ao trabalho, sendo que crianças e idosos foram desaconselhados a sair de casa. “Eu não podia ver os prédios altos em toda a rua esta manhã”, disse um coordenador de tráfego que não quis se identificar, em um cruzamento movimentado de Pequim. “A poluição piorou nos últimos três anos, sofro com tosse e meu nariz está sempre irritado”, afirma ao Daily Mail.

A qualidade do ar da cidade é muitas vezes inadequada, mas o problema piora muito no inverno, quando os padrões climáticos estagnados combinados com o aumento na queima de carvão fazem com que as partículas de poluição pesada cheguem a valores muito altos.

Para se ter uma ideia, nesta temporada, a poluição do ar chegou a ficar 26 vezes maior do que os 25 microgramas considerados seguros pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a maior leitura desde janeiro do ano passado.

A poluição do ar não é só um mal de Pequim, mas assola a maioria das grandes cidades chinesas, já que a questão ambiental tem sido sacrificada em prol do desenvolvimento econômico. Na cidade de Harbin, alguns sites de monitoramento relataram poluição com taxas de até 1.000 microgramas por metro cúbico em outubro.

Em dezembro, o ar sujo chegou à cidade costeira de Xangai, com densidade superior a 600. Um nível acima de 300 é considerado perigoso , enquanto a OMS recomenda um nível diário de não mais de 20.

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