Quem é ligado em uma boa teoria da conspiração vai ter um prato cheio para os próximos dias. A obra “Hitler no Brasil – sua vida e sua morte”, desafia a versão oficial e aponta que Adolf Hitler escapou do bunker de Berlim, no final da Segunda Guerra, e morreu no Brasil, em 1984, aos 95 anos. 

De acordo com a tese, em vez de ter tomado veneno e atirado contra a própria cabeça, Hitler teria saído de seu esconderijo, fugido para a América do Sul e levado uma vida frugal até morrer incógnito em 1984 em uma pequena cidade perto da fronteira do Brasil com a Bolívia. A maior prova de tudo isso, de acordo com o livro, é uma velha foto borrada.

A autora, Simoni Renee Guerreiro Dias, acredita que o Führer fugiu para a Argentina e depois para o Paraguai antes de se estabelecer no estado brasileiro de Mato Grosso. Ele teria vindo ao país em busca de um tesouro enterrado, tendo em mãos um mapa dado a ele por aliados do Vaticano. A teoria bizarra aponta ainda que ele teria tido um relacionamento com uma mulher negra chamada Cutinga, para não chamar a atenção para sua verdadeira identidade.

Usando o nome falso de Adolf Leipzig, ele teria se estabelecido na pequena cidade de Nossa Senhora do Livramento, a 30 quilômetros de Cuiabá. Ele teria escolhido este sobrenome por conta da cidade-natal do compositor Sebastian Bach, o seu preferido. Já no Brasil, ficou conhecido como “alemão velho”.

Como ninguém quer acreditar nesta teoria maluca, Simoni planeja usar testes de DNA para mostrar semelhanças entre o material genético de um parente de Hitler que vive em Israel com restos mortais de Adolf Leipzig a partir de seu suposto lugar de descanso final em Nossa Senhora do Livramento. Só que ainda falta a permissão da Justiça para exumar o corpo.

De acordo com o livro, Hitler teria recebido uma oferta do Vaticano para procurar um tesouro jesuíta enterrado em uma caverna perto da cidadezinha matogrossense. E mais, ele teria sido até reconhecido em um hospital de Cuiabá por uma freira polonesa não identificada, já perto de sua morte, quando teve que passar por uma cirurgia. A mulher teria exigido que ele deixasse o local, mas foi repreendida por um superior que alegou que ele estava ali por ordem do Vaticano.

Candido Moreira Rodrigues, professor de história na Universidade Federal de Mato Grosso, disse ao Daily Mail que não há nada de novo em pessoas que se dizem historiadores chegando com teorias mirabolantes sobre a vida de Hitler na América do Sul, já que alguns dos nazistas mais famosos se refugiaram comprovadamente na região depois do fim da guerra, como Adolf Eichmann e Josef Mengele.

Agora, esta teoria bizarra se junta a outras, como a que dá conta que o líder nazista teria fugido com sua amante Eva Braun para a Patagônia e teve duas filhas antes de morrer em 1962, aos 73 anos. Estas afirmações foram ridicularizadas pelo historiador Guy Walters: “tratam-se de fantasias ilusórias que não têm nenhuma comprovação na pesquisa histórica”.

Sem mais artigos