Jovens bioengenheiros da Bioglow, de St Louis, no Missouri, nos EUA desenvolveram uma planta transgênica que brilha no escuro, sugestivamente chamada de Starlight Avatar. É a primeira folhagem do mundo a emitir luz natural. O biólogo molecular Alexander Kritchévski, à frente do projeto, estudou na Universidade Stony Brook e usa genes de bactérias marinhas bioluminescentes para criar o efeito.

Trata-se de uma versão geneticamente modificada de Nicotiana alata, parente do tabaco, desenvolvida com o apoio de crowdfunding, a partir de 2010. Na época, preocupadas com o eventual futuro desenvolvimento de organismos vivos em garagens, no estilo faça-você-mesmo, duas entidades ambientais, a Friends of the Earth e o Grupo ETC, escreveram protestando para o Kickstarter e para a Secretaria de Agricultura dos EUA.

No entanto, o órgão que regulamenta culturas transgênicas deu o sinal verde para a Bioglow, alegando que só controla pragas, e o financiamento coletivo foi em frente. “Durante séculos, produtores fizeram experiências com a biologia molecular para criar novas características em plantas”, assinala texto no site da Bioglow. Um leilão do primeiro lote de vinte mudas transgênicas aconteceu no eBay, em janeiro deste ano, com milhares de participantes, chegando a lances de 1800 reais.

Mas a empresa avisa que a planta é sensível: para interiores, não aceita luz solar direta, senão morre em dias. Para a luminosidade esverdeada, o ambiente tem que ficar totalmente escuro, de preferência à noite. Vem em uma caixa de cultivo de plástico transparente com um gel rico em nutrientes, com um paninho para proteger do sol. Ao se aclimatar e desenvolver um sistema radicular forte, deve ir para um vaso, quando brilha mais ao contato com o oxigénio atmosférico. Só vive três meses.

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Start-up cria primeira planta luminosa do mundo; lote já foi a leilão no eBay

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