Fato que não quer calar sobre os protestos em São Paulo é: o brasileiro tirou a bunda do sofá. Se tem meia dúzia de amebas aproveitando para zoar o patrimônio público, é uma grande pena. O importante é que protestar, hoje, é uma conquista da população.

E o que deveria fazer a polícia numa sociedade? No dicionário diz que é: “1. Conjunto de leis e disposições que servem de garantia à segurança da coletividade. 2 Órgão auxiliar da justiça cuja atividade consiste em prevenir, assegurar, manter ou restaurar a ordem, a tranquilidade, a segurança e a liberdade pública e individual; proteger a propriedade e zelar pela moralidade dos costumes averiguando, reprimindo ou apontando as causas que perturbem a sinergia social. 3 Corporação governamental incumbida de manter a ordem pública, prevenir e descobrir crimes e fazer respeitar e cumprir as leis. 4 Qualquer grupo de homens oficialmente empregado para manter a ordem, fazer respeitar regulamentos etc”.

Parece que essa corporação que temos visto nas ruas de São Paulo não conhece o significado da palavra. Em vez de prevenir, assegurar, manter ou restaurar a ordem, a tranquilidade, a segurança e a liberdade pública e individual, atos que temos visto nos últimos dias dão a dimensão de que esse conceito se perdeu.

Nos protestos desta quinta-feira (13), a tropa de choque chegou à avenida Paulista literalmente “varrendo” a população, na melhor política do “bate antes, pergunta depois”. Nas ruas, as pessoas buscavam abrigo onde dava, em lojas, cinemas, prédios comerciais etc. cidadãos se escondendo da polícia. Oi? 

São Paulo vive um momento tenso, com violência desenfreada, economia sendo empurrada com a barriga, custo de vida altíssimo, trânsito insuportável. Está todo mundo puto da vida, e é neste ambiente que a Polícia deveria se mostrar em sua melhor forma.

Mas quando vemos imagens de homens fardados atirando bombas contra pessoas que gritam “sem violência”, prendem jornalista por porte “ilegal” de vinagre (!), acossam passantes nas ruas, é de se pensar: para o mundo que eu quero descer.

VEJA AQUI O JORNALISTA SENDO DETIDO POR CARREGAR VINAGRE

Na próxima segunda-feira outro ato está programado para as 17h no Largo da Batata. O frio na barriga é inevitável, já que o clima que se desenha é de guerra nesta que já ganhou o nome de Revolução da Salada. Nosso V não é de vitória, mas de vinagre. 

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