Acabou, já era, já foi. Com a realização do debate desta quarta-feira (2), na TV Globo, os candidatos à presidência do Brasil em 2014 não vão mais se reunir para trocar insultos ao vivo em vossas TVs por um bom tempo. Serão quatro anos de abstinência.

Se, por um lado, os candidatos colocaram propostas, opiniões e ideias à mesa, em algumas ocasiões, os debates pareceram verdadeiros circos nonsense. O Virgula reuniu os momentos mais inacreditáveis dos debates presidenciais deste ano. Dá uma olhada e (pelo amor) vote consciente no próximo domingo (5).

DEBATE DA BANDEIRANTES

Eduardo Jorge (PV) tira sarro de Marina Silva (PSB), a magrinha – Ao questionar a candidata do PSB sobre a dívida externa brasileira, o candidato fez uma colocação deveras sem noção: “Se auditar a nossa dívida e colocá-la numa ressonância, ela vai sair magrinha, parecida com você”. Marina fez cara de brava.

 


Minirresposta de Eduardo Jorge – O jornalista da Band Boris Casoy levou um longo minuto para formular uma pergunta sobre o “plano de controle social da mídia”, defendido pelo PT e barrado por Dilma Rousseff (PT). A resposta de Eduardo Jorge, apoiando a posição da presidente, levou sete segundos. “Ficarei com a posição dela”. “Acabou?”, perguntou o mediador Ricardo Boechat. “Acabei”, respondeu o candidato.

 


Luciana Genro chateada – Com o debate da Band pegando fogo no andar de cima, entre Dilma, Aécio e Marina, Luciana expressou sua frustração por ter sido ignorada na primeira rodada de perguntas do debate. Socialismo manhoso.

DEBATE DO SBT

Nervosismo de Dilma – Nossa presidente se confundiu um pouco em relação às regras do debate do SBT. Culpou o nervosismo.

 


Pastor Everaldo (PSC) responde acusação de agressão à ex-mulher – Uma das maiores saias justas dos debates deste ano. O pastor negou a acusação e aproveitou para puxar o saco da mulher atual: “Hoje, eu reestabeleci a minha vida e sou bem casado com a cantora Ester, que está aqui no estúdio ao meu lado”.

 


Levy Fidelix (PRTB) sobe no salto – O candidato, acusado por um jornalista da Folha de S.Paulo de manter uma legenda “de aluguel”, que viveria de fundos partidários e alianças, perdeu as estribeiras e atacou a “mídia vendida”. Eduardo Jorge, convocado para comentar a fala, disse: “Eu não tenho nada a ver com isso”.

DEBATE DA RECORD

Levy Fidelix perde a chance de ficar quieto ao incitar o ódio contra homossexuais e compará-los a pedófilos – Simplesmente, desperdiçou uma oportunidade de ouro.

 


Luciana Genro e Eduardo Jorge – O candidato do PV ironiza a chance de Luciana Genro de chegar ao segundo turno, e a gaúcha responde: “Eu não entendi o seu risinho. Eu posso, sim, ser presidente” (mais risinhos de Eduardo Jorge).


DEBATE DA GLOBO

Levy Fidelix leva uma sova de Luciana Genro e Eduardo Jorge – Levy Fidelix teve de engolir o choro ao ser detonado por suas considerações antigay no debate da Record. “Quero aproveitar nesse momento para reiterar: o senhor envergonhou o Brasil com sua atitude segunda-feira à noite”, disse Eduardo Jorge. “O teu discurso de ódio é o mesmo discurso que os nazistas fizeram contra os judeus (…). Tu deveria ter saído do debate algemado”, esbravejou Luciana, logo em seguida.

 


Aécio Neves (PSDB) leva bronca gaudéria de Luciana Genro
– Em uma discussão sobre privatização, Aécio levantou a voz: “Luciana, não seja leviana, você está aqui como candidata a presidência da República, você está aqui…”. Ela o interrompeu com a braveza mais gaúcha de todos os pampas: “Tu não levante o dedo para mim”.

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