Você já ouviu falar na Síndrome do Pânico? Esse nome meio assustador serve para designar um transtorno que tem se tornado cada vez mais comum entre os jovens. Segundo a psicoterapeuta Rosana de Fátima de Oliveira Laiza, fundadora e presidente da Associação Nacional da Síndrome do Pânico, a doença existia uma faixa etária em que as pessoas costumavam desenvolver a síndrome, de 25 a 35 anos. “Nos últimos tempos, tenho recebido muitos adolescentes com o problema. Eles têm crises por causa da vida cheia de pressões que levam, muitas vezes vindas de cobranças dos pais ou de si mesmos. Aparece principalmente em época de provas ou vestibular”.

As crises de pânico aparecem subitamente, como se seu corpo estivesse preparado para reagir a um perigo eminente. É comum que a pessoa sinta tensão nos músculos, palpitações, tontura, náusea, dificuldade de respirar, ondas de frio ou de calor, confusão e pensamento rápido, medo de perder o controle, medo de morrer, vertigem, além de possível distorção da realidade. “Elas ocorrem por um desequilíbrio físico de certas substâncias no cérebro somado à algum desequilíbrio emocional”, conta Rosana.

Uma dessas crises dura, normalmente, alguns minutos e, se o problema não for tratado, provavelmente outras tendem a se manifestar. Quando alguém tem crises repetidas ou se sente muito ansioso, com medo de passar mal de novo, diz-se que tem transtorno ou síndrome do pânico.

Juliana F., 21, teve crises de pânico por dois meses e conta que sentia uma angústia o tempo todo. “Do nada meu coração acelerava, parecia que eu ia desmaiar ou morrer a qualquer momento. Se estava em lugar público tinha que voltar correndo para casa, tinha uma sensação estranha de estar fora da realidade. O pior era que, quando não estava em crise, tinha medo de tudo aquilo voltar, era horrível”.

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