Essas imagens retratadas acima fazem parte de um festival que acontece em Phuket, na Tailândia. Com intuito de alcançar a purificação, em nome do vegetarianismo, esses devotos religiosos perfuram o corpo (principalmente boca e bochechas) com materiais metálicos – principalmente esses mais absurdos, como revólveres, espadas, rodas de carro (!) etc. 

Segundo reportagem do “Daily Mail”, milhares de pessoas viajam para a ilha – onde acontece o festival todos os anos durante o nono mês do calendário chinês -, para participar e assistir às festividades. Enquanto os turistas se divertem com o espetáculo exótico, a população local se abstém de carne, sexo, álcool e outros vícios. Eles acreditam que esses rituais sagrados possam banir o mal de sua comunidade, trazer boa sorte e fortuna. 

Conforme a tradição, as perfurações (que para quem não pertence a esta cultura são bizarras) são feitas porque o sangue e as cicatrizes geradas por atos de mutilação chamam a proteção dos deuses. Em nome da purificação, algumas pessoas ainda caminham descalças sobre brasas, sobem escadas feitas com lâminas no lugar de degraus e tomam banhos com óleos quentes, tudo isso feito durante uma espécie de transe, que os dá “poderes sobrenaturais e capacidade de suportar as provações”. 

O festival acontece durante dez dias e funciona como uma espécie de auto-limpeza. Suas origens são quase tão desconhecidas quanto a eficácia dos rituais praticados. Mas, diz-se que o inicio dos rituais se deu em 1825, com a chegada de uma companhia de teatro chinesa à Tailândia. Assim que os atores da companhia chegaram ao local caíram doentes com uma febre tropical. Para se curarem, optaram por uma dieta vegetariana, além de outras restrições. O plano funcionou e passou a ser uma tradição. 

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