Uma tartaruguinha brasileira ou um par de peixinhos, essas são as opções de chaveiro na China. Os animais ficam dentro de um saco plástico de sete centímetros, cheio de agua colorida, e podem ser acoplados a qualquer molho de chaves.

O chaveiro-aquário é vendido legalmente na China em estações de trem, mas entidades de proteção animal já avisaram que querem acabar com a prática que consideram uma crueldade contra o animais.

Os vendedores afirmam que a água é enriquecida, para fazer com que os animais consigam sobreviver por alguns meses. Depois disso não tem jeito, você fica com um chaveiro-caixão e uma carcaça. Ou, se topar o desafio, pode colocar o saquinho no microondas e comer a tartaruga que ficou balançando na porta da sua casa…

Mary Paeng, cofundadora do Centro Internacional de Serviços Veterinários, peixes e tartarugas não viveriam tanto tempo lacrados no plástico. “Eles morreriam sem oxigênio”, explica Paeng, como se isso não fosse um tanto óbvio.

“Prender um ser vivo dentro de um espaço lacrado e confinado por lucro é imoral, é puro abuso animal”, esbravejou Qin Xiaona ao site chinês Global Times. Diretor da NGO Capital Animal Welfare Association, Qin explica que esse comércio é legal porque “a China tem apenas uma lei para proteçlão de animais selvagens. Se o animal não é selvagem, está fora do escopo de proteção”.

Enquanto ONGs e militantes tentam fazer com que legisladores salvem esses animais, resta aos “consumidores” parar de comprar o chaveiro vivo, iso faria com que o mercado morresse.

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