O plano de instalar um taxímetro nos mototáxis de Bangcoc permitirá aos usuários se esquecer da habitual e chata pechincha dos preços neste meio de transporte básico para evitar os cotidianos engarrafamentos da metrópole tailandesa.

Recebido o sinal verde das autoridades, a empresa World Moto iniciou há algumas semanas os primeiros testes com o contador, que no futuro espera instalar nas milhares de motocicletas homologadas como táxis em Bangcoc e, mais adiante, no resto do país.

As tarifas dos mototáxis costumam ser fixadas de acordo com a distância da viagem mas, sobretudo quando o passageiro é estrangeiro, o motorista começa uma tediosa negociação.

“Em muitos casos não só é uma amolação para os passageiros, mas também para os motoristas. A solução é fixar uma tarifa suficiente nos taxímetros que satisfaça a ambos”, disse à Agência Efe o presidente da World Moto, Paul Giles.

A companhia está centrada por enquanto na Tailândia, mas no futuro planeja levar a iniciativa para outros países.

Estima-se que há mais de 20 milhões de mototáxis no mundo todo, e em cidades como Londres e Amsterdã.

O multimilionário Richard Branson, presidente do grupo Virgin, é um dos usuários das Limobike da capital inglesa para comparecer mais rápido a seus compromissos.

As motocicletas nas cidades europeias costumam ser de maior cilindradas e menos numerosas que as que percorrem as ruas dos países em desenvolvimento.

“Quando visitei Bangcoc há muitos anos me perguntei por que ninguém tinha tido a ideia de pôr um taxímetro nas milhares de motos que levam passageiros pela cidade”, asseverou Giles.

Embora haja outros taxímetros para motos mais rudimentares na Indonésia e no Brasil, o empresário americano assegurou que se trata “mais de velocímetros”.

Na sua opinião, o aparelho beneficia as autoridades e os motoristas, que em troca de uma tarifa justa se beneficiam da tecnologia do aparelho.

Além de registrar a distância, o tempo, a tarifa e até a situação e o tempo de espera, o medidor da World Moto tem um modelo especial à prova de água e pó e inclui uma caixa-preta e a possibilidade de anunciar publicidade.

“Não se trata de tomar o taxímetro de um carro e instalá-lo em uma motocicleta. Tivemos que criar um novo que, como hardware, é mais complexo que um ipad”, explicou o chefe de Tecnologia da companhia, Chris Ziomkowki.

“O taxímetro informará ao motorista em que lugar da fila se encontra e, em caso de acidente, que velocidade circulava, se acelerava e a trajetória”, acrescentou o engenheiro.

Por enquanto, três mototáxis em Bangcoc testam o quebra-galho da World Moto, o que despertou algumas invejas entre seus companheiros porque agora são uma novidade para o cliente.

“Acho que é uma boa ideia, o taxímetro melhora a relação com o cliente e evita mal-entendidos”, opinou Tawisak, um motorista de 22 anos que instalou um dos medidores em sua moto.

Os próprios motoristas pagarão os US$ 170 dólares que custa o taxímetro, uma quantidade elevada na Tailândia mas que não parece preocupar Tawisak, que ganha mensalmente cerca de 21.700 bats (US$ 700).

Talvez alguns de seus companheiros não se sintam tão entusiasmados com esta iniciativa que os impedirá de ganhar algum dinheiro extra a custa de algum desorientado ou dos turistas.

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