A União Europeia estuda como compensar os produtores de hortifrutigranjeiros espanhóis pelas perdas sofridas depois que assinalassem os pepinos andaluzes como origem de um surto infeccioso estendido na Alemanha.

Espanha apresentará diante da Comissão Europeia pedidos de indenizações depois que alguns países centro-europeus, assim como a Rússia e Reino Unido, suspendessem totalmente seus pedidos de hortaliças à Espanha a partir da explosão da chamada “crise do pepino”.

O anúncio foi feito nesta terça pelo Ministério da Agricultura espanhol, antes de tornar público que a investigação realizada na Alemanha, a partir de onde surgiu a acusação contra as duas plantas cultivadas em Almería e Málaga, concluiu que os pepinos espanhóis não são a origem do surto.

O comissário de Agricultura europeu, Dacian Ciolos, indicou em entrevista coletiva, ao fim da reunião informal de ministros de Agricultura e Pesca da UE, que Bruxelas dispõe de vários mecanismos para responder diante da crise no setor de hortifrutigranjeiros.

A CE vai analisar a possibilidade de aplicar um mecanismo que permite retirar do mercado uma parte da produção, cujo custo pode cobrir em boa parte com o orçamento das organizações de produtores de cada país.

A responsável de Saúde da cidade-estado de Hamburgo, Cornelia Prüfer-Storks, a mesma que na quinta-feira passada apontou os pepinos espanhóis, afirmou nesta terça-feira que as investigações confirmam que as hortaliças andaluzas não são a fonte do surto da variante da bactéria “E. coli”.

Atualização no número de mortos pela infecção:
O estado federado alemão da Renânia do Norte-Vestfália (norte) anunciou nesta terça-feira uma nova morte causada pela bactéria “E. coli Enterohemorrágia”, aumentando para 15 os óbitos pelo surto no país. 

UE compensará os agricultores espanhóis pela "crise do pepino"

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